LUCÍA GODÍNEZ/JMA - Arquivo
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
A Justiça de Honduras decidiu pelo arquivamento definitivo do processo aberto contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández no chamado caso “Pandora II”, pelo qual ele havia sido acusado de fraude e lavagem de dinheiro, o que significa que o processo foi totalmente arquivado.
Carlos Silva, porta-voz da Suprema Corte de Justiça, informou que “após avaliar os crimes de lavagem de dinheiro e fraude, o juiz determinou que não havia rastreabilidade do dinheiro destinado à campanha política e decretou o arquivamento definitivo”. Além disso, ele afirmou que “as medidas são anuladas e a carta de liberdade é entregue”.
O Ministério Público havia acusado o ex-presidente — indultado nos Estados Unidos após ter sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de drogas — de desviar 10,8 milhões de dólares (cerca de 9,3 milhões de euros) entre os anos de 2010 e 2013 para sua campanha eleitoral, quando era presidente do Parlamento de Honduras.
Enquanto isso, sua defesa havia solicitado a “nulidade absoluta” do processo, alegando que “as investigações remontavam a aproximadamente dez anos, quando Hernández estava no país (Honduras)”, embora “a ação penal tenha sido apresentada quando ele se encontrava nos Estados Unidos, causando uma situação de indefesa”.
O político hondurenho, logo após tomar conhecimento da notícia, disse estar “grato”. O ex-presidente retornou em julho passado a Honduras, de onde havia sido extraditado em 2022 para os Estados Unidos a fim de ser julgado por tráfico de drogas, embora a sentença condenatória imposta contra ele tenha sido perdoada em dezembro de 2025 pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
“Quero agradecer à minha equipe de defesa, à minha família e a todos que estiveram orando por este processo. Quando analisávamos a situação com a equipe de defesa, é claro que esperávamos esse resultado, pois não havia fundamento, e por isso a decisão é clara”, afirmou ele, segundo informações do jornal ‘El Heraldo’.
“Hoje se encerra esse episódio de perseguição política, mas devo dizer que estou abalado pelo que minha família passou. Eles se empenharam em deixar minha família na rua; ver o nível de desprezo daqueles que deveriam cuidar dos bens, mas foi um vandalismo total”, esclareceu.
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