MINISTERIO DE DEFENSA DE ISRAEL/ARIEL HERMONI
A denúncia, apresentada pela Fundação Hind Rajab, também aponta para as interceptações da Frota Global Sumud
MADRID, 6 maio (EUROPA PRESS) -
Um tribunal de Atenas, capital da Grécia, iniciou uma investigação contra o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, por sua possível responsabilidade em supostos crimes de guerra, crimes contra a humanidade, tortura e genocídio relacionados às ações israelenses na Faixa de Gaza e às suas políticas em relação ao enclave, investigação iniciada na sequência de uma denúncia apresentada pela Fundação Hind Rajab (HRF, na sigla em inglês) e por três advogados gregos.
A denúncia, apresentada em relação à visita de Israel Katz à Grécia no último mês de janeiro, alega que o ministro israelense “pode ser responsável, tanto como participante quanto como instigador, por condutas que supostamente constituem crimes internacionais graves, incluindo crimes de guerra, tortura, crimes contra a humanidade e genocídio, em relação à situação atual em Gaza”, segundo o comunicado divulgado a esse respeito pela Fundação Hind Rajab.
Diante dessas alegações, o 32º Departamento de Investigação Preliminar de Atenas iniciou uma investigação preliminar que levou o advogado grego Thanasis Kampagiannis a prestar depoimento nesta quarta-feira às autoridades. Ele é um dos denunciantes e, além disso, membro do Conselho Diretor da Ordem dos Advogados de Atenas e da organização Alternative Intervention - Lawyers of Athens.
Juntamente com seu depoimento, as autoridades gregas também receberam um “relatório complementar com provas adicionais” que, segundo a Fundação Hind Rajab, “detalha as acusações relacionadas à crise humanitária em Gaza e complementa a denúncia inicial”.
As acusações também se referem às interceptações da Flotilha Global Sumud. De acordo com o relatório citado pela HRF, durante o incidente ocorrido no início de outubro de 2025, “cidadãos gregos a bordo foram detidos ilegalmente e sequestrados à força”, fatos que fazem parte do conjunto de acusações atualmente investigadas pelas autoridades gregas.
Além disso, a denúncia também aponta para a interceptação mais recente, no final de abril de 2026, na qual dois ativistas continuam detidos, o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abukeshek, após terem sido “presos e detidos em águas internacionais perto da costa grega”.
“Esses acontecimentos destacam a urgência da situação, uma vez que a conduta alegada que dá origem à denúncia continua e afeta tanto civis palestinos quanto internacionais”, alega a HRF, que aponta simultaneamente para um contexto geral de “situação humanitária crítica em Gaza, onde a escassez generalizada de alimentos, água e suprimentos básicos continua afetando a população civil”.
Diante dessa situação, a Fundação Hind Rajab e os advogados gregos envolvidos na denúncia “instam as autoridades judiciais gregas competentes a realizar uma investigação exaustiva, imparcial e independente de todos os supostos crimes, em conformidade com as obrigações da Grécia nos termos do direito internacional e nacional”.
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