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MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Administrativo de Lille confirmou nesta quarta-feira a retirada da cadeira da líder de extrema-direita Marine Le Pen, no âmbito da condenação por desvio de fundos da União Europeia que levou à sua desqualificação para cargos públicos por cinco anos e quatro anos de prisão, dois deles suspensos.
A decisão ratifica a decisão tomada em abril deste ano pelo prefeito de Pas-de-Calais, Laurent Touvet, de retirar a cadeira da líder do Rally Nacional no departamento, informa a BFMTV.
Le Pen anunciou, por meio de sua equipe jurídica, que recorrerá da decisão junto ao Conselho de Estado. Enquanto isso, ela poderá continuar a atuar como conselheira municipal no cantão de Hénin-Beaumont, enquanto aguarda uma decisão final.
Em março deste ano, um tribunal de Paris afirmou que a líder da extrema-direita francesa estava à frente de um esquema entre 2004 e 2016 para desviar fundos da UE no valor de 4,4 milhões de euros para pagar funcionários do partido que se passavam por assistentes de eurodeputados.
Le Pen, que também recorreu, foi condenada a quatro anos de prisão, incluindo dois anos em liberdade condicional, 100.000 euros e cinco anos de desqualificação, encerrando suas aspirações presidenciais para 2027.
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