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A mulher é fundamental para uma possível troca de prisioneiros com o Irã por dois cidadãos franceses condenados por espionagem MADRID 26 fev. (EUROPA PRESS) -
A Justiça francesa condenou nesta quinta-feira a tradutora iraniana Mahdié Esfandiari a um ano de prisão por apologia ao terrorismo, após ela ter promovido uma campanha nas redes sociais em apoio aos ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel.
Um tribunal de Paris condenou a mulher, de 39 anos e que já passou oito meses em prisão preventiva, por estar por trás de uma série de mensagens publicadas no Telegram que glorificavam os ataques de 7 de outubro como “um ato de resistência” e incitavam a cometer atentados terroristas.
Esfandiari, a quem também foi imposta uma proibição permanente de entrar em território francês após cumprir a pena, estava sendo julgada junto com outros quatro acusados, entre eles o ensaísta de extrema direita Alain Soral, segundo informou a emissora BFM TV.
A mulher, que chegou a escrever que os atentados de 7 de outubro eram ataques que “faziam felizes milhares de milhões de pessoas em todo o mundo”, também era suspeita de ser uma agente ao serviço do governo iraniano.
A condenação de Esfandiari é fundamental, uma vez que as autoridades iranianas propuseram que ela fosse trocada pelos cidadãos franceses Cécile Kohler e Jacques Paris, condenados a 20 e 17 anos de prisão, respectivamente, no Irã por crimes de espionagem.
Embora o casal francês tenha sido libertado no início de novembro de 2025, ainda se encontra em prisão domiciliar na Embaixada da França no Irã. As partes realizaram recentemente conversações para uma possível troca de prisioneiros.
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