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MADRID, 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O agressor do escritor britânico Salman Rushdie foi declarado culpado nesta quinta-feira por cometer atos de terrorismo em decorrência do esfaqueamento ocorrido em agosto de 2022, quando a vítima se preparava para dar uma palestra na Instituição Chautauqua, no oeste de Nova York, e que lhe causou ferimentos graves.
Após várias horas de deliberação, o júri de um tribunal de Nova York declarou o réu, Hadi Matar, culpado de todas as acusações que lhe foram imputadas, incluindo a de ter cometido um ato de terrorismo transnacional.
Rushdie, que estava prestes a falar sobre a segurança dos escritores, foi esfaqueado quinze vezes no palco de um anfiteatro, ficou gravemente ferido e perdeu a visão do olho direito.
O autor, que atualmente cumpre pena de 25 anos de prisão em uma penitenciária de Nova York e pode ser condenado à prisão perpétua, vinha recebendo inúmeras ameaças de morte há décadas por causa de seu romance “Os Versos Satânicos”.
O Ministério Público enfatizou que Matar agiu motivado pela fatwa emitida em 1989 pelo falecido líder supremo iraniano, o aiatolá Ruholá Jomeini, após a publicação do livro.
Além disso, sustentou que “seu ataque brutal contra ele é um lembrete assustador do alcance global do terrorismo iraniano”. O subsecretário de Justiça para a Segurança Nacional, John Eisenberg, afirmou que “foi feita justiça”, enquanto o governo iraniano negou seu envolvimento no ataque.
No entanto, uma fundação religiosa iraniana semioficial aumentou, em 2012, a recompensa pela morte de Rushdie de 2,8 milhões de dólares para 3,3 milhões de dólares.
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