Publicado 14/01/2026 01:17

A Justiça do Peru ordena o arquivamento do processo contra Keiko Fujimori por lavagem de dinheiro

Archivo - Arquivo - 12 de junho de 2021, Lima, Lima, Peru: Keiko Fujimori, candidata à presidência do Peru pelo partido Fuerza Popular, dá uma entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros credenciados no Peru. Seis dias após as eleições, ainda não f
Europa Press/Contacto/Carlos Garcia Granthon

MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O Tribunal Superior de Justiça do Peru arquivou definitivamente nesta terça-feira o processo por crimes de lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa contra a líder da Fuerza Popular e ex-candidata presidencial, Keiko Fujimori, no âmbito do caso “Cócteles”.

“Declara-se o arquivamento definitivo do presente processo contra a investigada Keiko Sofía Fujimori Higuchi pela suposta prática do crime de lavagem de dinheiro com o agravante de organização criminosa em detrimento do Estado peruano”, indicou em um parecer no qual ordenou que “seja suspensa qualquer medida de caráter pessoal e real que tenha sido imposta à referida ré pelos crimes indicados no presente processo”.

A decisão executou assim a sentença 185/2025 do Tribunal Constitucional — que determinou em outubro passado que as acusações não tinham fundamento jurídico — e considerou que punir o recebimento de fundos para as campanhas eleitorais de 2011 e 2016 constituiria uma aplicação retroativa da legislação, uma vez que o conceito de “recebimento patrimonial” na lavagem de capitais só foi incorporado ao Código Penal no final de 2016. Da mesma forma, o tribunal alegou em sua decisão, divulgada nas redes sociais, que o crime de financiamento ilegal de organizações políticas não estava em vigor no momento dos fatos e decidiu estender o arquivamento do caso a todos os réus do partido.

Apesar disso, manteve a acusação contra Fujimori e outros investigados por “falsa declaração em processo administrativo e falsidade genérica”, conforme relatado pela emissora RPP e pelo jornal La República, e devolveu o caso ao Ministério Público para que emita um novo pronunciamento sobre essas últimas acusações, alegando o arquivamento das acusações de caráter “estrutural e transversal”.

Em julho de 2025, o Ministério Público havia solicitado 35 anos de prisão para a filha do ex-presidente Alberto Fujimori. Em seguida, a opositora rejeitou o pedido do Ministério Público, afirmando que este agia por motivos políticos e questionando a objetividade de quem liderou o caso, o promotor da equipe especial Lava Jato, José Domingo Pérez.

O caso “Cócteles”, que recebe o nome dos eventos que o partido Fuerza Popular organizou para arrecadar fundos para as campanhas presidenciais de Fujimori, remonta a 2016 e trata do financiamento irregular de suas campanhas fracassadas. De acordo com a hipótese do Ministério Público, o partido Fuerza Popular realizou uma série de eventos de arrecadação de fundos, chamados “cócteles”, para financiar as campanhas. Tratava-se de jantares luxuosos, com um custo de cerca de 500 euros, que serviam de fachada para “lavar” dinheiro que entrava de forma irregular de outras empresas, como a construtora brasileira Odebrecht ou o maior grupo financeiro peruano, Credicorp.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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