Publicado 27/10/2026 11:34

A Justiça do Brasil determina a abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro por financiamento irregular de sua campanha

25 de outubro de 2026, Brasília, Distrito Federal, Brasil: Brasília (DF), 25/10/2026 — Política / Eleições / Brasil — Flávio Bolsonaro fala à imprensa após o segundo turno das eleições presidenciais, contesta os resultados eleitorais e menciona supostas
Frederico Brasil / Zuma Press / Europa Press

MADRID 27 out. (EUROPA PRESS) -

O Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou que a Polícia Federal inicie uma investigação contra o ex-candidato à presidência Flávio Bolsonaro por suposto financiamento estrangeiro de sua campanha, bem como pela manipulação do algoritmo nas redes sociais para favorecer seu conteúdo em detrimento do de outros candidatos.

O juiz do Supremo Flávio Dino baseia-se nas denúncias sobre um suposto financiamento do lobby norte-americano Rockbridge Network, fundado pelo atual vice-presidente daquele país, JD Vance, e se o suposto apoio seria motivado por futuras concessões de exploração de recursos caso ele saísse vitorioso.

Dino destacou que é “necessário determinar quem poderia ter formulado tal proposta, a quem ela se dirigia, por meio de qual instrumento e em que consistiria a suposta contrapartida”, uma vez que os recursos minerais pertencem ao país e “sua exploração depende da autorização ou concessão concedida no interesse nacional”.

As suspeitas sobre essa possível intervenção estrangeira também se referem às denúncias de que a Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp — teria manipulado o algoritmo para favorecer e dar mais visibilidade aos conteúdos da campanha de Flávio Bolsonaro, derrotado neste domingo nas urnas.

Sobre esse assunto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se pronunciou dez dias antes do segundo turno, após denúncias da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito neste domingo com 51,79% dos votos, e advertiu a Meta de que ela não poderia interferir no conteúdo de nenhum candidato.

Na véspera, o juiz Alexandre de Moraes, também membro do Supremo Tribunal Federal — responsável pela instrução dos principais processos judiciais contra o clã Bolsonaro —, ordenou que o ex-candidato não saísse do país e entregasse seu passaporte enquanto decorre uma investigação sobre ele por lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas.

Diante do temor de uma suposta fuga — vale lembrar que seu irmão Eduardo está foragido nos Estados Unidos —, a polícia já se mobilizou para localizar o paradeiro do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por uma condenação de mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

Nas últimas horas, as autoridades argentinas negaram que Flávio Bolsonaro tenha entrado no país, depois que alguns meios de comunicação especularam sobre a possibilidade de ele ter entrado pela fronteira com Puerto Iguazú para, de lá, embarcar em um voo com destino aos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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