MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) - A Justiça da Bolívia determinou nesta quarta-feira 90 dias de prisão preventiva contra a ex-gerente da empresa boliviana de hidrocarbonetos Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Gabriela Delgadillo, que foi acusada de usurpação de funções e conduta antieconômica.
A medida foi imposta após uma audiência cautelar em que o Ministério Público sustentou a acusação pelo suposto exercício de funções que não lhe cabiam como gerente, com base na sua suposta assinatura de documentos na qualidade de vice-presidente da petrolífera estatal.
“Os elementos recolhidos sustentam, nesta fase, a suposta prática do crime de usurpação de funções”, defendeu o procurador Daniel Ortuño, que acrescentou que há outro funcionário sob investigação, segundo o jornal El Deber.
Ao sair da audiência, a ex-gerente questionou a decisão judicial, que classificou como “política”, lamentando que “suas provas não tenham sido avaliadas”. “Minha atuação na YPFB sempre esteve dentro das normas e com todas as designações legais”, afirmou, antes de insistir que a decisão judicial “é injusta (e) política”.
Nesse sentido, Delgadillo afirmou que sua acusação se baseia em “ter assinado com um carimbo que supostamente não tenho designação”, uma premissa reiterada por seu advogado, Ariel Góngora, que declarou que “não há contratos assinados”, mas apenas carimbados. Além disso, argumentou que a ex-gerente “estava em substituição e tinha designação”. “Essa documentação existe e é o que estamos solicitando por meio de requerimento fiscal”, disse. Por isso, o advogado ressaltou que não estão “de acordo” com a resolução, pelo que apresentaram “um recurso que será decidido pelos membros da sala”.
Detida na segunda-feira por essa suposta usurpação de funções, a prisão de Delgadillo também estaria ligada ao conhecido caso “Botrading”, uma suposta compra de combustíveis com preços inflacionados que teria beneficiado vários ex-funcionários da YPFB.
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