MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal colombiano condenou o líder paramilitar Hernán Giraldo Serna, conhecido como “El Patrón”, a quase 21 anos de prisão, por crimes sexuais cometidos entre 2004 e 2006 contra três menores de idade, às quais ele abusou sexualmente mesmo enquanto estava na prisão, antes de ser extraditado para os Estados Unidos em 2008.
“El Taladro”, como também era conhecido o líder da Frente Resistência Tayrona das extintas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), admitiu as acusações durante as audiências preparatórias do julgamento, realizadas em março e agosto do ano passado, valendo-se assim do regime de sentença antecipada.
A acusação sustenta que as três menores foram agredidas e forçadas a viver na propriedade de Giraldo Serna, além de terem que se deslocar semanalmente às prisões de Medellín, Itagüí e Barranquilla onde ele estava detido, locais nos quais também “foram abusadas sexualmente e submetidas a diversos atos ilícitos”.
Como resultado desses abusos — que começaram quando as meninas tinham cerca de 11 e 12 anos —, uma das menores deu à luz um bebê, enquanto outra, aos 14 anos, foi forçada a abortar. Devido ao seu histórico criminal, ele é considerado um dos maiores agressores sexuais do conflito armado colombiano.
Giraldo Serna, ou “El Señor de la Sierra”, foi extraditado para os Estados Unidos em 2008 para ser julgado por crimes de tráfico de drogas. Em 2021, ele foi devolvido à Colômbia. Atualmente, cumpre pena na prisão de alta segurança de Itagüí por crimes de homicídio, desaparecimento forçado, abuso sexual e tortura.
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