Publicado 21/10/2025 13:01

Justiça colombiana absolve o ex-presidente Álvaro Uribe de subornar testemunhas

Archivo - Arquivo - 27 de julho de 2025, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia: O ex-presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez e seus partidários participam de uma missa em Medellín, Colômbia, em 27 de julho de 2025, um dia antes da decisão do júri em seu julgame
Europa Press/Contacto/Juan J. Eraso - Arquivo

MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -

O Tribunal Superior de Bogotá absolveu o ex-presidente Álvaro Uribe do crime de suborno de testemunhas, pelo qual ele foi condenado em agosto deste ano a doze anos de prisão domiciliar, depois que o juiz Manuel Antonio Merchán considerou que na primeira sentença não havia provas suficientes para acusá-lo.

"Não foi provado que Álvaro Uribe Vélez tenha instigado o crime de suborno em um processo criminal. O tribunal revogará a sentença imposta e o absolverá do crime de suborno em processos criminais", decidiu o juiz, de acordo com relatos da mídia colombiana.

Em agosto, a juíza Sandra Heredia condenou o ex-presidente colombiano pelos crimes de fraude processual e adulteração de testemunhas em um caso que remonta a 2018 e está relacionado ao suposto suborno que Uribe, por meio de seu advogado Diego Cadena, ofereceu a dois paramilitares presos.

A acusação diz que Uribe tentou mudar as versões de Carlos Enrique Vélez, vulgo "Víctor", e Eurídice Cortés, vulgo "Diana", sobre as supostas ligações do ex-presidente e de seu irmão, Santiago Uribe, com o paramilitarismo.

No entanto, na nova decisão, o magistrado destacou que não ficou provado que Uribe tenha instigado o crime de suborno e enfatizou que o próprio Vélez nunca mencionou o ex-presidente como responsável pelos pagamentos recebidos.

No que diz respeito a Cortés, a sentença afirma que a quantia recebida - dois milhões de pesos colombianos (440 euros) - foi usada para pagar seu transporte até o tribunal onde ele deveria testemunhar e não para influenciar seu depoimento.

Entretanto, o caso está longe de ser encerrado. As partes ainda podem apresentar argumentos à Suprema Corte, que terá cinco anos para decidir o futuro do caso.

A origem do caso remonta a 2012, quando Uribe denunciou o senador Iván Cepeda por ter tentado comprar falso testemunho contra ele nas prisões do país sobre sua relação com o nascimento do paramilitarismo em Antioquia. No entanto, tudo deu uma guinada quando várias pessoas provaram o contrário.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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