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MADRID 15 out. (EUROPA PRESS) -
A ativista ultraconservadora norte-americana Candace Owens perdeu uma batalha legal na terça-feira sobre a negação de sua entrada na Austrália no final de 2024, quando ela planejou uma turnê de palestras que o governo impediu ao negar-lhe um visto com o argumento de que poderia incitar a discórdia em parte da sociedade.
A Suprema Corte australiana confirmou por unanimidade a decisão do ministro da Imigração, Tony Burke, que, sob a chamada avaliação de caráter, considerou que a presença de Owens no país não atendia ao "interesse nacional", informa a emissora australiana ABC.
"Desde minimizar o impacto do Holocausto com comentários sobre (o médico nazista Josef) Mengele até afirmar que os muçulmanos começaram a escravidão, Candace Owens tem a capacidade de incitar a discórdia de quase todas as formas", disse o ministro.
Burke também fez alusão ao testemunho do terrorista australiano de extrema direita Brenton Tarrant, que descreveu a ativista americana como "a pessoa que o influenciou acima de tudo" nas ideias que o motivaram a realizar dois ataques a duas mesquitas na cidade de Christchurch, matando 51 pessoas em março de 2019, sem realmente incendiá-las, como pretendia.
Owens, que planejava fazer uma turnê por cinco cidades australianas - Sydney, Perth, Melbourne, Adelaide e Brisbane - em novembro de 2024, disse que "falaria sobre tudo o que eles não querem que falemos", incluindo "liberdade de expressão" e "por que Cristo realmente é rei".
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