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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A Justiça argentina confirmou nesta sexta-feira a confiscação dos bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, bem como de seus dois filhos e do empresário Lázaro Baez, para restituir ao Estado quase 685 bilhões de pesos (cerca de 265 milhões de euros) a título de indenização pelo caso de corrupção Vialidad.
Foi o que decidiu a Câmara de Cassação, o mais alto tribunal penal da Argentina, ao rejeitar por unanimidade todos os recursos apresentados pelas diversas defesas e ratificar o que foi estipulado pelo Tribunal Oral Federal 2 em julho do ano passado.
Caso esse montante não seja pago em dez dias, terá início a fase de execução patrimonial, o que implica a realização de um leilão público dos bens, agora penhorados, conforme informa o jornal argentino “La Nación”.
Os bens incluem milhões de dólares em dinheiro, 213 propriedades, seis empresas, 111 apartamentos — 84 do empresário, 19 de Máximo e Florencia Kirchner e um da ex-presidente — e veículos que seriam entregues como compensação pelo valor dos sobrepreços em 51 licitações e pelos danos causados pelo abandono das obras.
Cristina Fernández declarou um patrimônio de 250 milhões de pesos em sua última declaração juramentada, uma vez que não possui outros bens após ter feito uma antecipação de herança em favor de seus filhos, Máximo e Florencia.
Fernández foi condenada a seis anos de prisão, que cumpre em sua residência, por ter concedido obras milionárias em rodovias argentinas a um sócio e suposto testa-de-ferro durante seu governo. A ex-presidente, que nega as acusações, denunciou ser vítima de perseguição política e judicial.
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