Publicado 04/09/2026 08:10

A Jupol denuncia “retaliações” contra os agentes do CENIF da Polícia após terem informado a juíza sobre a crise em Ceuta

Centenas de migrantes acampam na praia do Trampolín, em 3 de setembro de 2026, em Ceuta (Espanha). A praia do Trampolín concentra um grande número de barracos improvisados, apesar da tentativa anterior de transferir os migrantes para outros locais habitáv
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 4 set. (EUROPA PRESS) -

O sindicato Justiça Policial (Jupol) denunciou nesta sexta-feira “retaliações” do governo contra os agentes do Centro Nacional de Informação e Fronteiras (CENIF), após o relatório enviado à juíza da Audiencia Nacional indicando a participação de gendarmes marroquinos na crise de Ceuta no final de julho.

Em um comunicado, o Jupol destaca que há uma situação de “assédio governamental no mais alto nível desde ontem —ou seja, desde ontem, quinta-feira— contra os policiais da Delegacia Geral de Imigração e Fronteiras, investigando documentos, relatórios ou alertas de qualquer natureza” que tenham sido emitidos nos dias, semanas e meses anteriores ao que esse sindicato policial denomina “invasão de Ceuta”.

O Jupol indicou que se trata de uma “retaliação” pelo relatório policial entregue na Audiencia Nacional e exige que o Ministério do Interior cesse imediatamente essa “perseguição contra os agentes”.

Para o Jupol, é “especialmente preocupante” o contraste entre o relatório elaborado pelo CENIF da Polícia Nacional, de 55 páginas e com “abundante” documentação gráfica sobre a participação de membros das Forças de Segurança marroquinas na entrada em massa em Ceuta, e o relatório elaborado pela Guarda Civil, “de apenas três páginas”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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