Ricardo Rubio - Europa Press
Ele especifica que não negociará mais no Congresso ou com o governo e diz que dirá "não" ao teto de gastos se for o mesmo de 2025.
MADRID, 28 out. (EUROPA PRESS) -
A porta-voz do Junts no Congresso, Miriam Nogueras, garantiu que seu partido não se sentará mais para negociar com o PSOE sobre medidas específicas, e que a direção de seu voto no Congresso será anunciada assim que aparecer no placar da câmara baixa, depois que o executivo do partido de Carles Puigdemont decidiu na segunda-feira romper relações com os socialistas.
"O que Junts vai fazer agora será visto na tela do placar. Cada voto será visto neste momento. As negociações na Suíça ou no Congresso com o governo acabaram", disse o líder do partido nacionalista em uma entrevista ao programa "La hora de la 1", da TVE, que foi captada pela Europa Press.
Nogueras lamentou que, depois que o PSOE e o Junts realizaram um total de 19 reuniões na Suíça, reuniões semanais no Congresso e gastaram "muitas horas" para fechar acordos para "conseguir melhorias para a Catalunha", esses acordos finalmente "não foram cumpridos".
Eles exigem, portanto, "cobrar o que foi acordado" e que o PSOE "não quer pagar". O líder da Junts deu como exemplo o fato de que os balanços fiscais - para onde vão os impostos cobrados pelo Estado - não foram publicados, nem a execução orçamentária para 2024 é conhecida, nem a presença da Catalunha em organizações internacionais como a UNESCO ou a OIT foi garantida.
"A pergunta que nos fazemos é: o que a Catalunha ganha com o descumprimento do PSOE? O que a Catalunha ganha com o poder absoluto do Partido Socialista, de todas as instituições? (...) Os trens circulam melhor na Catalunha, os salários são melhores, a Catalunha está parando de empobrecer, há maior acesso à moradia?", continuou em sua explicação.
VOTARÁ "NÃO" AO TETO DE GASTOS SE NÃO HOUVER MUDANÇAS
Entre as críticas ao governo, Nogueras enfatizou a alocação econômica para os pacientes da ALS e adiantou que seu partido votará a favor, depois que "os pacientes não receberam o que deveriam ter recebido há um ano".
"A questão da Lei ELA é nossa. Esse é um acordo conosco, portanto, toda vez que cobrarmos o que nos é devido, obviamente vamos aceitá-lo e aceitá-lo", explicou, afirmando que, nessa ocasião, trata-se de uma lei que "foi aprovada há um ano" e que eles já haviam negociado com o Executivo.
Nesse sentido, ele se referiu ao "cinismo absoluto de alguns partidos e de alguns políticos" nesse tipo de situação, e garantiu que "diante disso" a Junts vai "se levantar".
Sobre se apoiarão os Orçamentos Gerais do Estado, Nogueras lembrou que o governo ainda não lhes apresentou o teto de gastos e advertiu que, se propuserem a recuperação do orçamento do ano passado - contra o qual votaram -, eles o rejeitarão novamente.
"Se eles apresentarem o mesmo, terão a mesma votação que tiveram no ano passado, e isso é pura lógica", acrescentou, afirmando que deveria haver uma distribuição maior entre as instituições, como as comunidades autônomas.
Sobre os orçamentos, ele indicou que "não se pode falar de novos orçamentos se não tiver apresentado a execução dos anteriores", que eles precisam ver para saber qual porcentagem do dinheiro orçado para a Catalunha foi finalmente executada.
"MENOS REUNIÕES E MAIS CUMPRIMENTO".
Perguntado se uma reunião entre o presidente do governo, Pedro Sánchez, e o presidente do Junts, Carles Puigdemont, ajudaria a redirecionar as negociações entre as duas partes, Nogueras descartou a possibilidade, assegurando que ela serviria apenas para "encobrir os descumprimentos".
"E nós estamos absolutamente do lado oposto de branquear o descumprimento do Partido Socialista. O PSOE deve cumprir, é isso que ele tem que fazer. Menos reuniões e mais conformidade com os cidadãos da Catalunha", disse a porta-voz do partido catalão pró-independência no Congresso.
Sobre esse ponto, ela defendeu que seu partido não rompeu relações com o PSOE, mas que foram os socialistas que o fizeram com seu descumprimento. Por outro lado, ele acredita que Junts "cumpriu tudo".
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