Publicado 02/03/2026 06:38

A Junta teme que o acordo sobre Gibraltar deixe "de lado e à mercê" do Rochedo a questão dos aterros.

A secretária de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Junta da Andaluzia, Catalina García, atende a imprensa durante sua visita aos caminhos de Burguillos (Sevilha). Em 1º de março de 2026, em Sevilha (foto de arquivo).
Francisco J. Olmo - Europa Press

SEVILHA 2 mar. (EUROPA PRESS) - A secretária de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Junta da Andaluzia, Catalina García (PP), expressou nesta segunda-feira sua preocupação com o fato de que o acordo sobre Gibraltar, que deve reger a relação do Rochedo com a União Europeia (UE) após o Brexit, tenha deixado “de lado” e à “livre vontade” da colônia britânica a questão dos “aterros”, que tem “um impacto muito importante” para a Andaluzia, porque “vai alterar as marés que chegam à costa”, além de “alterar a flora e a fauna do oceano”.

Assim o afirmou a conselheira em declarações à Canal Sur Radio, recolhidas pela Europa Press, nas quais salientou que o Governo andaluz está “muito preocupado” com o que implica o tratado assinado em matéria “ambiental”, e, a esse respeito, indicou que o referido acordo “sofre” da “falta de participação do Governo da Junta da Andaluzia” na sua elaboração, o que levou a que deixasse de “concretizar elementos-chave”, segundo a sua opinião.

Nessa linha, a conselheira destacou que há “meses”, até “mais de um ano”, que envia “cartas ao Ministério e ao ministro das Relações Exteriores”, José Manuel Albares, “expressando por escrito a nossa preocupação com a falta de controlo, com o facto de Gibraltar, no que diz respeito ao ambiente, nesses aterros, não estar a cumprir a normativa internacional”.

Catalina García destacou que o Conselho “está muito preocupado com a qualidade do que está sendo feito lá, com o impacto ambiental que ninguém está medindo” e alertou que é uma questão na qual o governo regional da Andaluzia não pode intervir, mas que é “de competência exclusiva do Ministério”.

De todo modo, ela enfatizou que o Conselho está “muito preocupado” com o fato de “Gibraltar continuar realizando muitos projetos sem controle que afetam diretamente a costa andaluza, a Espanha e o Campo de Gibraltar”, ao mesmo tempo que lembrou que existe uma Zona de Conservação Especial (ZCE) no Estreito Oriental que não foi tida em conta por escrito no tratado, de modo que agora pode ficar “ao livre arbítrio, ao bel-prazer do que Gibraltar quiser dizer, que é que cumpre a normativa, que essa é sempre a sua desculpa”, continuou a relatar a conselheira.

“Portanto, estamos profundamente preocupados com essa questão e com o fato de ela não ter sido expressa de forma muito clara nesse tratado, o que acreditávamos que iria acontecer”, acrescentou a representante do Governo da Andaluzia, que salientou que a questão dos aterros realizados por Gibraltar “tem um impacto muito importante, porque isso irá alterar as marés que chegam à costa", bem como "a flora e a fauna do oceano". A conselheira concluiu referindo que a Junta já comunicou ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que "há um impacto territorial muito importante" e que teme que "a base desse tratado tenha sido deixar de lado toda a parte que interessava especialmente à Andaluzia".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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