Kike Rincón - Europa Press
MADRID, 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do ERC, Oriol Junqueras, garantiu nesta terça-feira que seu partido deseja dar estabilidade tanto ao Governo da Espanha quanto ao catalão, apoiando seus orçamentos, embora tenha pedido ao PSOE que cumpra os compromissos assumidos e tenha a “mesma vontade e interesse” para chegar a acordos.
Em entrevista ao programa “Las mañanas” da “RNE”, divulgada pela Europa Press, Junqueras afirmou que o primeiro passo para alcançar essa estabilidade é que o PSOE “cumpra” os compromissos e destacou os acordos “importantes” já alcançados por ambos os partidos, como o modelo de financiamento autônomo que, em sua opinião, “é bom para todos e não é ruim para ninguém”.
“É preciso valorizá-lo, mas, ao mesmo tempo, há outras questões que continuam sem cumprimento e que deveriam ser cumpridas”, reiterou o líder do ERC, insistindo, entre outras questões, para que cumpra a cessão do IRPF na Catalunha. “Quanto mais próxima da sociedade estiver a responsabilidade fiscal, melhor e, portanto, não entendemos por que alguns podem fazê-lo e outros não”, afirmou em referência ao País Basco e à Navarra, embora sem citar essas regiões.
Dito isso, Junqueras pediu ao Governo que, se não houver condições ou se não houver vontade de “cumprir” esse compromisso, coloque “sobre a mesa” outra alternativa. “O que não podem fazer é chegar a um compromisso, descumprí-lo e exigir que os outros, insisto, continuem a dar-lhes crédito”, indicou. Sobre as negociações na Catalunha, ele reclamou ainda “avanços na autonomia, pois seu partido “sempre quis aproximar as decisões dos cidadãos”.
DEFENDE AS MOÇÕES DE CENSURA CONTRA O JUNTS
Questionado sobre as moções de censura apoiadas pelo ERC contra prefeitos do Junts nas localidades de Perafort e L'Ametlla de Mar (Tarragona), Junqueras defendeu que “cada cidade é uma realidade própria” e que lhe parece “muito bom” que “as sessões plenárias municipais tomem as decisões oportunas”. “Isso é bom, isso é democracia”, enfatizou.
Nesse contexto, ele garantiu que o ERC não está “para competir” com o Junts para ver “quem faz declarações mais bombásticas ou mais simpáticas”. “Estamos aqui para trabalhar pela sociedade e, portanto, reitero minha vontade de colaborar em tudo o que for possível com o PSOE, com o Junts e com todos os partidos de tradição democrática, pois estou convencido de que é imprescindível encontrar soluções conjuntas”, reivindicou.
ENCONTRO ENTRE MONTERO E RUFIÁN
Junqueras confirmou que não comparecerá ao evento protagonizado pelo porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, e pela líder do Podemos, Irene Montero, em Barcelona, pois tem compromissos que o levam “a outros lugares”.
No entanto, comemorou que “os políticos espanhóis se organizem como acharem oportuno”, ao mesmo tempo em que o ERC, o Bildu, o BNG e o Compromís “já representam tudo o que têm de representar no âmbito do progressismo”, em seus respectivos territórios.
Junqueras defendeu sua amizade com Rufián, embora tenha reiterado que o ERC é um partido “que tem sua representação e âmbito de atuação na Catalunha”. “Portanto, como os outros partidos políticos espanhóis se organizam, isso é da competência deles e não temos nenhuma intenção de dizer aos outros como devem se apresentar às eleições do próximo ano”, acrescentou.
"ALIANÇA APLAUDE AS TARIFAS DE TRUMP"
Junqueras lamentou que "em todos os países do mundo" exista "um profundo movimento de extrema direita" e "surjam filiais de Donald Trump", como quando a Aliança Catalana ou o Vox "aplaudem as tarifas que impõe" o presidente dos Estados Unidos.
"Eles estão aplaudindo os prejuízos que essas tarifas causam à nossa indústria e aos nossos agricultores, aos nossos produtores de azeite, de vinho e de automóveis", afirmou, destacando que o ERC está "nas antípodas desse movimento".
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