Publicado 11/01/2026 05:28

Junqueras defende o acordo de financiamento: "Estaremos a anos-luz de onde estávamos"

Archivo - Arquivo - O presidente do ERC, Oriol Junqueras, comparece durante uma coletiva de imprensa, em 2 de novembro de 2023, em Barcelona, Catalunha (Espanha). Junqueras apresentou o acordo entre o PSOE e o ERC para a investidura de Pedro Sánchez, que
Lorena Sopêna - Europa Press - Arquivo

Ele se mostra convencido de que “todos agirão com responsabilidade” BARCELONA 11 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente do ERC, Oriol Junqueras, defendeu o acordo de financiamento alcançado pelo seu partido e pelo Governo: “É um modelo novo, totalmente novo, porque estaremos a anos-luz de onde estávamos até agora”, afirmou.

Assim se expressou em entrevista concedida ao jornal 'Ara', divulgada pela Europa Press neste domingo, na qual afirmou que a Catalunha dependerá “mais de si mesma e menos das transferências do Estado” e, segundo ele, esses são elementos singulares que outras comunidades autônomas não terão.

Além disso, lembrou que, se este novo modelo não for aprovado, “4,7 bilhões de euros não chegarão aos bolsos das famílias catalãs”. “Certamente a Catalunha merece sempre mais. E, além disso, seria justo. Claro que sim. Mas insisto, precisamos de um modelo que todas estas forças políticas também possam votar”, explicou.

Segundo Junqueras, a negociação esteve prestes a ser interrompida “muitas vezes” porque, segundo ele, a negociação era muito difícil em pontos como a ordinalidade. Ele garantiu que este modelo implica “uma redução importante” do déficit fiscal e afirma que, se alguma força política for capaz de convencer as demais a reduzi-lo ainda mais, o ERC daria seu apoio.

APOIOS Sobre os apoios para levar adiante este novo modelo e, questionado sobre a posição do Junts, ele disse que respeitam a posição de todos os partidos e reconhece que, para conseguir a aprovação, “nenhum pode falhar”.

“Estamos convencidos de que todos agirão com responsabilidade”, afirmou, e insistiu que a votação servirá para decidir se os recursos vão para a Catalunha ou ficam com o Ministério das Finanças, textualmente.

ARRECADAÇÃO DO IRPF Sobre a arrecadação do IRPF, ele garantiu que a Catalunha “arrecadará 100%” e 78,5% no caso do IVA, e disse que o Governo estará preparado para fazê-lo no futuro.

Nesse sentido, acrescentou que os 78,5% do IVA deveriam ser acordados numa reunião bilateral com o Governo quando o novo modelo for aprovado e, em relação ao IRPF, afirmou que será concretizado “quando os dois governos quiserem iniciar uma negociação orçamental. Caso contrário, não haverá negociação". Ele esclareceu que isso não significa que o ERC não queira um orçamento: "Nós queremos um orçamento. Queremos que todas as instituições tenham orçamentos. Porque entendemos que os desafios que a sociedade catalã enfrenta são muito importantes. E quanto mais ferramentas tivermos, melhor". PROTESTOS DOS AGRICULTORES

Sobre os protestos dos agricultores catalães contra o acordo entre a UE e o Mercosul, ele destacou que, se a Catalunha tiver mais recursos, “eles poderão ser colocados a seu serviço”. “Quem mais lutou para defender os agricultores do nosso país fomos nós, e continuaremos a fazê-lo. E os novos recursos serão notados”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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