Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
Uma juíza dos Estados Unidos suspendeu a deportação para o Equador do ex-ministro do Interior José Serrano, que se encontra detido em um centro sob custódia das autoridades de imigração dos Estados Unidos em Miami desde o ano passado, com base na Convenção contra a Tortura (CAT, na sigla em inglês).
A juíza Romy Lerner rejeitou o pedido de asilo apresentado por Serrano, embora tenha suspendido sua deportação imediata com base na CAT das Nações Unidas — ratificada pelos Estados Unidos —, que impede essa medida enquanto se considerar que há risco de a pessoa afetada sofrer tortura ou abusos graves.
É o que informa o jornal “Primicias”, que indica que o ex-ministro permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em Krone, Miami, desde o início de agosto de 2025.
Sobre Serrano, que ocupou o cargo de ministro do Interior de 2011 a 2016, durante o mandato de Rafael Correa (2007-2017), pesa um mandado de prisão preventiva emitido pelas autoridades equatorianas, por sua suposta ligação com o assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio em 2023.
O atual ministro do Interior do Equador, John Reimberg, reagiu à decisão sobre Serrano, que presidiu a Assembleia Nacional durante o governo de Lenín Moreno, afirmando que “as únicas opções que ele tem são a prisão nos Estados Unidos ou a prisão no Equador”.
“A liberdade já não é um ponto em jogo nem em debate”, defendeu em declarações recolhidas pelo ‘El Telégrafo’, nas quais assinalou que “espera” que Serrano seja deportado para o país para que responda pelos crimes pelos quais está sendo investigado, que incluem tráfico de influências, corrupção e ligações com grupos criminosos.
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