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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - A Justiça dos Estados Unidos bloqueou nesta quinta-feira a deportação de Mohsen Mahdawi, um ativista palestino conhecido por liderar os protestos contra as ações de Israel contra a população palestina que ocorreram na Universidade de Columbia desde o início da ofensiva contra Gaza após os ataques de 7 de outubro de 2023.
A juíza Nina Froes impediu assim que o pedido de deportação fosse bloqueado, uma vez que um dos documentos apresentados como prova pela Administração americana não foi devidamente certificado e, portanto, não pode ser incluído no processo.
Trata-se de uma falha no procedimento que permitiu que Mahdawi — que tem residência permanente nos Estados Unidos há uma década — continue, por enquanto, em território americano, de acordo com informações coletadas pela rede de televisão CBS.
Embora o governo do presidente Donald Trump possa apresentar um recurso a esse respeito, a medida representa outro duro revés para o governo em pleno aumento das deportações de migrantes e ativistas pró-palestinos que atuam principalmente em campi universitários, principal foco dos protestos contra Israel. Mahdawi já havia sido detido em abril de 2025, mas posteriormente foi libertado. Desde então, as autoridades têm tentado forçar sua saída do país, citando um memorando publicado pelo Departamento de Estado, que afirma que aqueles que não têm nacionalidade americana e prejudicam os interesses dos Estados Unidos podem ser expulsos. Seus advogados aplaudiram a decisão e afirmaram que ela “honra o Estado de Direito”, de acordo com um comunicado. “É uma decisão importante para enfrentar o que o medo tenta destruir: o direito de falar pela paz e pela justiça”, afirmou.
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