ZARAGOZA 9 mar. (EUROPA PRESS) -
O magistrado-juiz, titular do Tribunal de Primeira Instância e Instrução número 1 de Teruel, Juan José Cortés Hidalgo, antes de decidir sobre a medida cautelar apontada pela Unidade da Guarda Civil integrada no SEPRONA (UCOMA) no relatório ambiental enviado ao instrutor na semana passada, decidiu realizar uma audiência de medidas cautelares na próxima sexta-feira, 13 de março, às 9h30, na sede judicial. O relatório ambiental apresentado pela UCOMA é o resultado da perícia encomendada pelo juiz a esta unidade em relação ao Clúster del Maestrazgo. Nesse relatório, a Guarda Civil adverte o juiz que podem ocorrer danos ambientais irreversíveis na zona e, por isso, informa da conveniência de suspender a execução do projeto.
A operação desenvolvida pela Benemérita por suspeita de corrupção ambiental relacionada com certificados de parques eólicos e fotovoltaicos resultou, no passado dia 3 de março, na detenção de seis pessoas, entre as quais um ex-alto funcionário do Ministério da Transição Ecológica e o proprietário da empresa Forestalia, Fernando Samper, que ficou em liberdade horas depois.
Tendo em vista as medidas cautelares fixadas para sexta-feira, e a fim de não produzir indefesa, estão citados a comparecer o Ministério Público, as partes envolvidas e as empresas que possam ser afetadas pela adoção da medida cautelar.
Por outro lado, e sobre a possível inhibição do Tribunal, depois que o juiz comunicou essa questão ao Ministério Público, este enviou um relatório favorável à inhibição.
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