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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta sexta-feira um recurso interposto pela diretoria do Centro John F. Kennedy para as Artes Cênicas e pelo Departamento de Justiça para impedir a retirada do sobrenome do presidente, Donald Trump, após uma decisão que declarou inconstitucional a mudança de nome.
O juiz do Distrito de Columbia, Casey Cooper, indicou em uma decisão anterior que apenas o Congresso tem autoridade para mudar o nome da instituição e solicitou ao governo Trump que retirasse as placas com o sobrenome do magnata, incluindo uma atualização do site, em um prazo máximo de duas semanas.
Em seguida, a diretoria do Centro Kennedy e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreram da decisão perante o tribunal, embora o juiz Cooper tenha rejeitado o recurso nesta sexta-feira, argumentando que os advogados não conseguiram demonstrar que o prédio sofreria danos irreparáveis se a placa fosse removida, segundo o “The Washington Post”.
A decisão do juiz, com mais de 90 páginas, também anulava um plano anunciado em março passado pela administração Trump para fechar o centro com o objetivo de iniciar obras de renovação, interrompendo a programação do centro cultural.
O magnata demitiu metade dos membros do conselho e nomeou, em seu lugar, pessoas afins. Pouco depois, o órgão responsável por dirigir, administrar e manter essa importante instituição cultural votou por unanimidade a mudança de nome.
A decisão provocou uma enxurrada de cancelamentos por parte dos artistas, em meio às críticas da oposição democrata. O Congresso dos Estados Unidos criou o Centro Cultural Nacional em 1958 para apresentar programas musicais, conferências e outros eventos artísticos, uma instituição que foi renomeada por lei após a morte do presidente Kennedy.
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