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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
Um juiz norte-americano indeferiu nesta segunda-feira uma ação movida pelo presidente Donald Trump contra o jornal “The Wall Street Journal” pela publicação de um artigo que fazia referência a um suposto cartão “obsceno” que o presidente teria enviado ao falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein por ocasião de seu 50º aniversário.
O juiz do Distrito Sul do estado da Flórida, Darrin P. Gayles, determinou que Trump não conseguiu alegar de forma plausível em sua petição que o jornal — tanto os supostos autores da informação quanto o proprietário do 'The Wall Street Journal', Rupert Murdoch, e seu diretor executivo, Robert Thomson — agiu com “malícia real” ao publicar a notícia.
Gayles também explicou em sua decisão que os demandantes consultaram tanto a Casa Branca quanto o FBI e o Departamento de Justiça antes de enviar a informação. “A alegação conclusiva do presidente Trump de que os réus tinham provas contraditórias e não investigaram é refutada pelo (próprio) artigo e é insuficiente para estabelecer dolo real”, diz o texto.
O artigo também informava aos leitores que Trump havia classificado a carta como “falsa” e negado tê-la escrito. “Ao permitir que os leitores decidam por si mesmos sobre as conclusões do artigo, qualquer acusação de má-fé torna-se menos plausível”, concluiu.
O presidente havia pedido US$ 10 bilhões (mais de 8,5 bilhões de euros) a título de indenização por danos e prejuízos depois que o jornal divulgou uma imagem do cartão supostamente enviado a Epstein, no qual aparecia o esboço de uma figura de uma mulher nua. Abaixo dela, encontrava-se a assinatura do magnata, simulando os pelos pubianos.
"Espero que Rupert e seus 'amigos' estejam preparados para as muitas horas de depoimentos e testemunhos que terão de prestar neste caso", disse Trump em julho de 2025, quando anunciou a ação judicial por um artigo "falso, malicioso" e "difamatório".
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