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MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -
O juiz federal Ariel Lijó proibiu a saída do país de Manuel Adorni, que até uma semana atrás era chefe de gabinete do presidente argentino, Javier Milei, no âmbito da investigação aberta contra Adorni, sua esposa e seu irmão.
Lijó investiga Adorni e seu círculo por enriquecimento ilícito e, mais especificamente, examina suas despesas correntes, suas viagens e a aquisição de imóveis, além das discrepâncias patrimoniais registradas em suas declarações juramentadas.
Adorni viajou para Aruba e outros destinos dentro e fora da Argentina em voos particulares, conforme foi apurado, embora as autoridades continuem investigando os registros de imigração de Adorni e do jornalista Marcelo Grandio desde 1º de janeiro de 2023 até o presente.
O ex-chefe de Gabinete — cargo equivalente, com algumas nuances, ao de primeiro-ministro — está sendo investigado por enriquecimento ilícito devido à compra de um apartamento e de uma residência em Buenos Aires, imóveis que ele declarou recentemente, depois que o caso veio a público na mídia.
A isso se soma uma investigação por suposto tráfico de influências ligada a contratos entre a televisão pública e a produtora de seu amigo, o empresário e jornalista Marcelo Grandio, bem como a adjudicações entre empresas estatais e a consultoria de sua esposa, Bettina Angeletti.
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