Publicado 08/08/2026 16:37

O juiz De Moraes impede que os filhos de Bolsonaro o visitem no Dia dos Pais, neste domingo

O juiz lembra que o ex-presidente está impedido de receber visitas por um mês, pois elas poderiam ser utilizadas como propaganda eleitoral

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 7 de setembro de 2024, Brasil, São Paulo: O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro discursa durante um comício no Dia da Independência, em São Paulo. Foto: Allison Sales/dpa
Allison Sales/dpa - Arquivo

MADRID, 8 ago. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes negou permissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro para receber visitas de seus filhos neste próximo domingo, Dia dos Pais no país, uma vez que isso violaria as condições de sua prisão domiciliar.

O juiz lembrou que, no último dia 17 de julho, proibiu por um mês as visitas familiares ao ex-presidente diante das suspeitas de que seu filho, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, poderia utilizá-las para fins eleitorais de vista às eleições de outubro.

“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitá-lo justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até mesmo o direito de um pai de abraçar seus filhos”, lamentou Flávio nas redes sociais sobre a decisão do juiz.

Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. O ex-presidente, de 71 anos, cumpre pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.

Os partidários de Bolsonaro, que governou o Brasil de 2019 a 2022, se recusaram a reconhecer a vitória eleitoral de seu sucessor de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, invadiram o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e a sede do Governo em 8 de janeiro de 2023, causando danos significativos.

Flávio Bolsonaro é o candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), de orientação conservadora, nas eleições de outubro e o principal rival do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi oficialmente indicado como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), de esquerda, para um quarto mandato.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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