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Ele deixa de fora dessa ordem o ex-ministro Serrano e o empresário Jordán, ambos nos EUA.
Hitman mira diretamente no ex-presidente Rafael Correa
MADRID, 4 set. (EUROPA PRESS) -
Um juiz do Equador decretou na quarta-feira a prisão preventiva do ex-deputado da Revolução Cidadã Ronny Aleaga e de Daniel Salcedo como supostos mandantes do assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio, em agosto de 2023, durante um comício de campanha, ao mesmo tempo em que rejeitou essa medida para o ex-ministro do Interior José Serrano e o empresário Xavier Jordán, os outros acusados pela mesma acusação.
Assim, a juíza Daniela Ayala aceitou o pedido feito pela Promotoria para apenas dois dos quatro suspeitos do assassinato de Villavicencio, embora apenas Salcedo esteja detido, pois, conforme revelado durante a audiência, Aleaga está na Venezuela.
Por sua vez, Serrano e Jordán deverão se apresentar periodicamente no Consulado do Equador em Miami, nos Estados Unidos, enquanto aguardam que o ex-ministro seja repatriado para o país latino-americano. Em caso de deportação, o ex-ministro terá três dias para comparecer ao tribunal.
O Ministério Público anunciou que recorrerá das medidas concedidas a Serrano e Jordán e pediu ao juiz que emitisse um alerta vermelho da Interpol para facilitar a busca e a captura desses dois, bem como de Aleaga, já que os três também estão envolvidos no caso Metástasis, que investiga a relação entre funcionários públicos e o tráfico de drogas.
Durante a audiência, relatada pelo jornal 'El Telégrafo', a promotora Ana Hidalgo também apresentou um vídeo entregue pela Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI) no qual um assassino que participou do plano para matar Villavicencio afirma que "o trabalho era para um homem de cima (...) para o Sr. Correa", em referência ao ex-presidente do país, Rafael Correa.
O atentado contra a vida de Villavicencio apenas onze dias antes das eleições de agosto de 2023 destacou o grave problema de segurança em que o Equador caiu nos últimos tempos, depois de ter sido considerado um dos países mais seguros da região durante as duas primeiras décadas dos anos 2000.
Cinco pessoas já foram condenadas por esse crime como autores, entre elas Edwing Angulo, vulgo "Invisible", identificado como um dos líderes da organização criminosa Los Lobos.
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