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MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
Um juiz federal de Massachusetts bloqueou na terça-feira a ordem executiva do Departamento de Estado que obriga os cidadãos norte-americanos a escolherem o gênero que lhes foi atribuído no nascimento em seus novos passaportes.
A juíza Julia Kobick determinou que "qualquer pessoa que precise renovar seu passaporte porque ele expira dentro de um ano, solicitar um novo passaporte ou mudar seu nome ou designação de sexo pode escolher o gênero com o qual se identifica", de acordo com a CBS News.
A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, chamou a decisão de "mais uma tentativa de um juiz inescrupuloso de frustrar a agenda do presidente Trump e promover uma ideologia de gênero radical que desafia a verdade biológica".
A ordem executiva, emitida pelo Presidente Trump no dia de sua posse em meados de janeiro, impediu que o Departamento de Estado emitisse passaportes dos EUA com qualquer designação que não fosse homem ou mulher, revertendo uma política do governo de Joe Biden que também incluía um "X" para cidadãos que não se identificassem como homem ou mulher.
Em fevereiro, a ordem de Trump foi objeto de uma ação judicial de um grupo de pessoas transgêneras e não binárias apoiadas pela American Civil Liberties Union, quando o juiz que agora a bloqueou alegou que o Departamento de Estado estava discriminando-as.
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