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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O juiz federal Alvin Hellerstein rejeitou nesta quinta-feira o pedido da defesa do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para que as acusações de tráfico de drogas contra ele fossem arquivadas, devido à impossibilidade de arcar com os custos do processo, uma vez que suas contas estão bloqueadas pelo governo dos Estados Unidos.
“Não vou arquivar o caso”, decidiu o juiz na segunda audiência contra o presidente Maduro por supostos crimes de tráfico de drogas, que está sendo julgado pelo tribunal federal de Manhattan após sua prisão surpresa no início de janeiro de 2026, em uma operação histórica das forças americanas em Caracas.
Hellerstein solicitou ao promotor adjunto Kyle Wirshba que investigasse se Maduro e sua esposa, Cilia Flores, dispõem de outras formas de arcar com as despesas, uma vez que o governo da Venezuela também não foi autorizado a custear o processo.
O próprio juiz reconheceu que “o mais provável”, caso existissem, é que esses fundos “estariam sujeitos a confisco ou a sanções”, e questionou se o tribunal pode ordenar ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro que suspenda as sanções.
No entanto, o promotor colocou em dúvida que o tribunal tenha tais atribuições e explicou que o caminho adequado seria o presidente Maduro apresentar uma ação civil para contestar essas sanções, informa a rede CNN.
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