Publicado 21/05/2025 06:38

Juiz dos EUA pede que o governo Trump reforce os controles sobre possíveis deportações para o Sudão do Sul

24 de abril de 2025, Nova York, Estados Unidos: Manifestantes seguram uma faixa e cantam slogans em um comício. Manifestantes em Manhattan, na cidade de Nova York, protestaram do lado de fora da Missão Permanente de El Salvador nas Nações Unidas, exigindo
Europa Press/Contacto/Jimin Kim

MADRID 21 maio (EUROPA PRESS) -

Um juiz federal dos Estados Unidos pediu à administração de Donald Trump que mantenha a "custódia" e o "controle" de um grupo de migrantes que são enviados a terceiros países, com o objetivo de garantir seu possível retorno aos Estados Unidos se for determinado que suas transferências foram ilegais, depois que vários advogados alertaram sobre deportações para o Sudão do Sul.

Os advogados entraram com uma petição de emergência junto ao juiz Brian Murphy, que já decidiu contra deportações injustificadas, para esclarecer se os imigrantes da Birmânia e do Vietnã foram deportados para o Sudão do Sul, informa a CBS News. Eles acreditam que o governo pode estar violando as ordens de Murphy.

Nesse sentido, argumentaram que os migrantes poderiam sofrer "danos irreparáveis" no Sudão do Sul, lembrando que se trata de um país marcado pela violência e sobre o qual o Departamento de Estado dos EUA mantém uma recomendação expressa de não viajar. Os advogados exigem que, se as deportações forem confirmadas, os migrantes sejam devolvidos aos Estados Unidos.

A administração Trump não comentou esse caso, embora nas últimas semanas tenha reconhecido contratos com vários países para tentar chegar a acordos sobre deportações, em linha com os já existentes com El Salvador, que facilitaram a expulsão de migrantes de outros países latino-americanos, como a Venezuela.

O juiz Murphy já havia alertado este mês que a deportação de migrantes para a Líbia ou para a Arábia Saudita seria uma violação de sua ordem se fosse confirmado que as autoridades não haviam notificado ou fornecido possíveis soluções para as pessoas afetadas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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