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MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
Um juiz de Utah, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira que o julgamento contra Tyler Robinson, o jovem de 23 anos acusado de assassinar a tiros o renomado ativista político conservador Charlie Kirk, pode prosseguir.
“Fica determinado que o réu, Tyler James Robinson, seja encaminhado a julgamento”, decidiu o juiz distrital Tony Graf após um dia de alegações, nas quais a Promotoria argumentou que há provas suficientes contra Tyler Robinson para dar andamento ao caso, enquanto a defesa sustentou que as provas são insuficientes, conforme informou a rede de TV norte-americana NBC.
Após a decisão do juiz, o advogado de defesa de Robinson apresentou alegações de inocência em todas as acusações contra seu cliente. A Promotoria o acusa, entre outras acusações, de homicídio qualificado, um crime grave de primeiro grau que pode acarretar a pena de morte. A próxima audiência foi marcada para 23 de outubro.
Robinson é acusado de assassinar Kirk com um tiro de rifle disparado de um telhado durante um evento na Universidade do Vale de Utah, em 10 de setembro de 2025. O assassinato de Kirk, de 31 anos, cofundador do grupo Turning Point USA — uma das principais organizações de base do movimento MAGA — e aliado próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou a política americana e continua a surgir em diversos debates e instâncias.
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Antes de proferir sua decisão, o juiz Graf permitiu que os advogados de ambas as partes apresentassem suas alegações finais.
O promotor do condado de Utah, Ryan McBride, defendeu que “não é difícil compreender o motivo”, argumentando que “as opiniões do réu eram contrárias às posições que Charlie Kirk defendia publicamente”.
Além disso, ele afirmou que Robinson colocou em risco a vida dos participantes do evento em que supostamente matou Kirk, alegando que “não se pode disparar um rifle contra uma multidão de 3.000 pessoas sem saber que isso cria um grande risco de morte para todos os que estão próximos ao alvo”.
Por outro lado, a defesa de Robinson rejeitou ambos os argumentos: enquanto o advogado de defesa Richard Novak argumentou que não é possível provar o que motivou o tiroteio porque “não há evidências sobre o que o senhor Robinson realmente pensava, se é que ele foi quem disparou, a respeito de Charlie Kirk”. “Não temos nenhum depoimento de que o senhor Robinson tenha falado alguma vez sobre Charlie Kirk, que tenha ouvido algo que ele tenha dito, ou que tenha feito algum comentário sobre Kirk no passado”, acrescentou.
Da mesma forma, outra advogada de defesa, Staci Visser, defendeu que a circunstância agravante alegada pela Promotoria de Utah — segundo a qual o ato de Robinson representou um grande risco de morte para outras pessoas — não se aplica, pois não houve disparos múltiplos nem ameaças. “Há um único ato, um único tiro, uma única bala, uma única vítima”, ressaltou.
Por sua vez, o juiz Graf admitiu essa agravante na decisão e declarou que o Estado cumpriu sua obrigação probatória nesta fase preliminar. No entanto, ele não se pronunciou sobre o mérito da questão.
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