Publicado 13/02/2026 11:38

O juiz do Supremo Dias Tofolli se recusa a julgar o maior escândalo financeiro do Brasil por suposto envolvimento

Archivo - Arquivo - 14 de novembro de 2022, NOVA YORK, NOVA YORK, EUA: José Antonio Dias Toffoli, Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, durante a Conferência LIDE Brasil - Nova York, no Havard Club, em Nova York, nos Estados Unidos, nesta segund
Europa Press/Contacto/Vanessa Carvalho - Arquivo

O juiz André Mendonça assume a instrução do caso MADRID 13 fev. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, José Antonio Dias Toffoli, renunciou ao cargo de instrutor do conhecido caso “Master”, que investiga a maior fraude bancária do país, depois que seu nome apareceu nas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, diretor do banco homônimo liquidado.

Apesar das reticências iniciais, Dias Toffoli finalmente renunciou nesta quinta-feira a continuar à frente do caso, após o desgaste que essas supostas conexões geraram no seio do Supremo e após várias semanas em que o caso dominou o conteúdo da mídia brasileira.

A decisão foi tomada depois que a imprensa publicou um relatório enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal, no qual é revelado um diálogo entre Vorcaro e seu cunhado, também investigado, sobre uma série de pagamentos a uma empresa chamada Maridt, da qual Dias Toffoli é acionista, pela compra de um resort.

O juiz emitiu um comunicado à imprensa no qual reconheceu ser sócio da referida empresa, embora as ações sejam administradas por sua família, e negou os pagamentos e qualquer vínculo pessoal e profissional com Vorcaro, circunstâncias, segundo lembrou no comunicado, amparadas pela Lei Orgânica do Poder Judiciário.

Dias Toffoli não aparece nos registros da Maridt, mas seus irmãos José Eugênio e José Carlos sim. O caso chegou ao Supremo depois que a defesa de Vorcaro, que se encontra em prisão provisória, alegou que no material apreendido é mencionado um congressista federal, pelo que deveria ser julgado lá.

Dias Toffoli foi escolhido aleatoriamente, mas à medida que a imprensa foi divulgando novas revelações e críticas da classe política, a imparcialidade do juiz começou a ser questionada, razão pela qual o Supremo acabou pressionando-o a abandonar o caso.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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