Publicado 01/08/2025 12:43

O juiz da Suprema Corte do Brasil, De Moraes, diz que vai "ignorar" as sanções dos EUA

Archivo - 22 de julho de 2024, Sao Paulo, Sao Paulo, Brasil: Sao Paulo (SP), 22/07/2024 - LIDE/SEMINÁRIO/JUSTIÇA/POLÍTICA - Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), participa do seminário ''Segurança jurídica: pilar de atração de i
Europa Press/Contacto/Leco Viana, Leco Viana

MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -

O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes, que está liderando o julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado, disse na sexta-feira que vai "ignorar" as sanções impostas pelo governo de Donald Trump.

Durante a primeira sessão do tribunal superior após o recesso de julho, De Moraes disse que, apesar das medidas de Washington, ele continuará trabalhando e que a Suprema Corte, a polícia e a Procuradoria Geral da República "não cederão à pressão", de acordo com declarações relatadas pelo portal de notícias brasileiro UOL.

Ele também comparou as ações dos apoiadores de Bolsonaro para fazer com que as autoridades dos EUA imponham sanções contra o Brasil às ações de "milicianos", enquanto denuncia que eles continuam sendo alvo de ameaças e chantagens.

"A insistência dessa organização criminosa em implementar medidas prejudiciais ao Brasil, com a implementação dessas tarifas espúrias e agressões (...) tem o propósito de criar uma grave crise econômica no Brasil, o que, para desgosto desses traidores brasileiros, não acontecerá", disse.

Segundo ele, "a ideia é gerar uma grave crise econômica no Brasil para exercer pressão política e social contra o Judiciário e o Legislativo, interferindo assim no andamento dos processos criminais em curso, que já estão na fase de alegações finais".

"Invadiram a Praça dos Três Poderes para que, como confessaram mais de 500 réus, fosse feito um chamamento à ação (...), gerando comoção nacional e facilitando o golpe. O modus operandi é o mesmo: incentivar uma crise econômica que gera uma crise social, que por sua vez gera uma crise política, gera instabilidade e a possibilidade de um novo golpe", disse.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, iniciou a primeira sessão plenária com um discurso de apoio a De Moraes: "Nem todos compreendem os riscos que o país correu e a importância de agir com firmeza e rigor, sempre dentro do devido processo legal", disse em referência ao trabalho do magistrado.

Nesta semana, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções contra De Moraes, alegando que ele havia "arrogado para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal". A decisão foi tomada poucos dias depois de o Departamento de Estado ter revogado o visto do juiz e de seus familiares imediatos por causa da imposição de medidas cautelares contra Bolsonaro por financiar uma conspiração nos EUA para defender sua inocência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado