MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
A juíza Sandra Heredia deu credibilidade, na segunda-feira, ao depoimento do ex-paramilitar Juan Guillermo Monsalve, uma figura-chave no julgamento do ex-presidente colombiano Álvaro Uribe por suborno de testemunhas e fraude processual.
"Todas as provas reunidas nos permitem concluir que a testemunha não está mentindo", disse a juíza, que também aceitou as declarações de Monsalve durante a leitura da sentença, uma vez que foram apoiadas por provas documentais.
Nesse sentido, Heredia aceitou as gravações do relógio espião usado por Monsalve durante uma conversa que ele teve na prisão em 2018 com o advogado Diego Cadena, supostamente enviado por Uribe para lhe oferecer benefícios legais em troca de testemunhar a seu favor.
"Não se observa na conversa qualquer indução por parte do gravador. Eles se limitaram a mostrar que Juan Guillermo Monsalve estava sendo pressionado a mudar sua versão perante o senador Iván Cepeda, enfatizou, conforme relatado pelo jornal 'El Tiempo'.
O caso começou em 2012, quando Uribe, presidente de 2002 a 2010, denunciou o senador Iván Cepeda, alegando que ele havia percorrido as prisões do país para apresentar falsos testemunhos contra ele sobre o aumento do paramilitarismo na região de Antioquia.
No entanto, após a produção de provas, várias versões sugeriram que os advogados do ex-presidente tentaram manipular as testemunhas para apontar o dedo para Cepeda, e Cepeda passou de acusado a vítima, ao contrário de Uribe, o autor da ação, que passou a ser investigado.
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