PLUS ULTRA LÍNEAS AÉREAS - Arquivo
MADRID 29 maio (EUROPA PRESS) -
O juiz da Audiencia Nacional (AN) José Luis Calama decidiu conceder ao PP a liderança das acusações populares no “caso Plus Ultra”, no qual o ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero está sendo investigado, ao considerar, entre outros fatores, que “apresenta uma implantação institucional mais relevante” do que o restante das acusações apresentadas, entre as quais se encontra o Vox.
Em uma decisão à qual a Europa Press teve acesso, Calama decide “agrupar a representação e a defesa das acusações populares” no advogado do PP, Alberto Durán, a quem concede dois dias para que manifeste se ratifica os escritos apresentados até o momento pelas diferentes acusações.
O magistrado lembra que, se fosse seguido o critério estabelecido pelo Supremo Tribunal de dar prioridade à primeira acusação que se constituiu, teria de ter designado o Vox. No entanto, expõe o juiz, a do partido liderado por Santiago Abascal não foi “uma constituição válida e plenamente eficaz”, uma vez que “carecia dos requisitos processuais indispensáveis para a sua plena eficácia, em particular”.
“Nessa perspectiva, o Partido Popular apresenta uma implantação institucional mais relevante, o que evidencia uma maior capacidade de projeção do interesse geral no âmbito do processo penal, o que reforça a adequação de sua designação como titular da representação e da direção jurídica conjunta das acusações populares”, argumenta Calama.
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