MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal israelense rejeitou na sexta-feira o pedido da polícia e decidiu colocar em prisão domiciliar dois assessores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, investigados por supostamente entregar informações favoráveis ao Catar a vários meios de comunicação israelenses como parte de um esquema conhecido como o escândalo 'Qatargate'.
Yonatan Urich e Eli Feldstein serão mantidos sob custódia até pelo menos 22 de abril, enquanto a investigação continua, apesar de o tribunal ter rejeitado um pedido das forças de segurança para estender a detenção.
Nenhum deles terá permissão para entrar em contato com terceiros ligados ao caso, inclusive Netanyahu, por um período de 60 dias. Eles também estão proibidos de deixar o país pelos próximos dois meses, de acordo com o The Times of Israel.
O juiz Menachem Mizrahi também atacou os investigadores da polícia, acusando-os de usar o caso para investigar os assessores por suposto vazamento de documentos confidenciais do gabinete do primeiro-ministro, outro caso no qual Feldstein também estava envolvido.
Feldstein, que está em prisão domiciliar desde dezembro de 2024, foi acusado juntamente com o reservista do exército Ari Rosenfeld, que também é acusado de "transferir informações confidenciais" obtidas enquanto trabalhava para a inteligência militar israelense.
Ambos são acusados de vazar essas informações para influenciar a opinião pública em relação ao processo de negociação para a libertação dos reféns, ações que visavam promover os interesses do primeiro-ministro israelense.
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