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MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O judiciário peruano ratificou na quinta-feira a anulação do julgamento por lavagem de dinheiro e organização criminosa contra a líder do Fuerza Popular e ex-candidata presidencial, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e outros co-réus no caso "Coquetéis".
O Segundo Tribunal Penal de Apelações declarou "infundados" os recursos apresentados pelo Ministério Público e pelo Ministério Público especializado em crimes de lavagem de dinheiro, a fim de revogar a sentença emitida pelo Terceiro Tribunal Penal Colegiado Nacional em meados de janeiro, de acordo com a sentença.
Giulliana Loza, advogada de Fujimori, comemorou o fato de que a justiça "mais uma vez" lhes deu "a razão", depois que "desde o primeiro dia" eles denunciaram "com firmeza e convicção" que "esse julgamento era arbitrário". "Apontamos cada ultraje, cada violação do devido processo legal, cada tentativa de distorcer a justiça para fins políticos", disse ela.
Após a sentença, Fujimori assegurou que "sempre" deu "sua cara" e colaborou com a justiça, enquanto "do outro lado, apenas" recebeu "abusos sistemáticos" que o levaram a "até mesmo perder sua liberdade". "Passei quase uma década desde o início das investigações (...) No meu caso, quase um ano e meio de prisão injusta e longe da minha família", lamentou.
"Sei que ninguém vai nos devolver o tempo que sofremos, mas espero de todo coração que esse caso sirva para evitar novos abusos em nome de ideologias e vinganças políticas. Agradeço a Deus por ter nos ajudado a resistir, especialmente nos momentos em que tudo estava contra nós e ainda nadávamos contra a corrente", disse ele em seu perfil no site de rede social X.
O caso "Coquetéis", que leva o nome dos eventos que a Fuerza Popular organizou para arrecadar fundos para as campanhas presidenciais de Fujimori, remonta a 2016 e trata do financiamento irregular de suas campanhas fracassadas.
De acordo com a hipótese do promotor, durante as campanhas eleitorais de 2011 e 2016, a Fuerza Popular realizou uma série de eventos de arrecadação de fundos, chamados de "coquetéis", para financiar as campanhas. Eram jantares luxuosos que custavam cerca de 500 euros e que serviam de fachada para "lavar" o dinheiro que chegava irregularmente de outras empresas.
Essa estratégia era conhecida como "smurfing", que consiste na divisão ilícita de contribuições em pequenas quantias por diferentes pessoas para evitar a detecção pelos mecanismos de controle do sistema bancário. Entre as contribuições investigadas está um milhão de dólares da construtora brasileira Odebrecht. Há também uma contribuição da Credicorp, o maior grupo financeiro do Peru.
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