Publicado 06/09/2025 08:29

Jucil afirma que o relatório anual do Ministério Público "mostra que o tráfico de drogas está se expandindo" na Andaluzia.

Archivo - Arquivo - Petaqueros em pequenos barcos na costa da província de Cádiz (foto de arquivo).
JUCIL - Arquivo

SEVILLA 6 set. (EUROPA PRESS) -

A associação Jucil, que afirma ser a maioria na Guarda Civil, advertiu neste sábado que o relatório anual da Procuradoria Geral do Estado, correspondente ao ano passado de 2024 e apresentado na última sexta-feira, "mais uma vez revela uma realidade alarmante", que "o tráfico de drogas deteriora seriamente a segurança na Espanha e, em particular, na Andaluzia, onde se concentram os maiores números de procedimentos e violência associados a esse fenômeno".

"O relatório do Ministério Público mostra que, apesar dos esforços da polícia, o tráfico de drogas está se expandindo, a violência está crescendo e a segurança está se deteriorando", alertou a Jucil em um comunicado no qual a mesma associação afirma que "é hora de o governo passar dos discursos aos atos".

Além disso, a Jucil chamou a atenção para o fato de que "o Ministério Público enfatiza que o baixo preço da cocaína reflete uma disponibilidade sem precedentes, um fato que contrasta com os balanços triunfalistas do Ministério do Interior, que em 2024 destacou um aumento de 43% nas operações policiais dentro do Plano Campo de Gibraltar".

"Os Guardas Civis estão no limite", e a Andaluzia "está novamente no epicentro do tráfico de drogas", adverte a associação dos Guardas Civis, que ressalta que o relatório do Ministério Público descreve essa comunidade "como a mais punida e visível na luta contra as drogas, onde os traficantes de drogas agem com uma atitude desafiadora em relação às Forças e Corpos de Segurança, exibindo narco-barcos e armas de guerra".

Também aponta para "a consolidação de novas rotas em diferentes províncias, deixando de ficar no Estreito de Gibraltar e indo para outros pontos ao longo da costa", como Huelva, onde houve "um aumento de 600% nas apreensões de cocaína - de 558 quilos em 2023 para 2.972 em 2024 - com organizações que também têm armas de guerra e operam com estética paramilitar", de acordo com Jucil.

Em Granada, continua a associação, "a ênfase está na chegada de gangues internacionais - albanesas, lituanas, holandesas - para o cultivo de maconha, deslocando clãs locais e aumentando a violência", enquanto Málaga "teve um aumento de 28,65% nos processos, sendo a terceira província da Espanha em casos de tráfico de drogas, depois de Barcelona e Madri".

Em Cádiz, o Campo de Gibraltar "continua a ser um território crítico, com um aumento nos processos e crimes graves associados, como o assassinato de dois guardas civis em Barbate", acrescentou Jucil, de onde se observa que, no total, "na Andaluzia, o relatório registra 5.276 processos processados em 2024, com aumentos em quase todas as províncias".

ESTRUTURA LEGAL "INSUFICIENTE

"O próprio Ministério Público reconhece que o quadro jurídico atual é insuficiente, o que leva ao fracasso de investigações complexas e gera impotência e frustração entre guardas civis, policiais, juízes e promotores que trabalham contra redes criminosas cada vez mais organizadas e violentas", diz Jucil em referência ao relatório do Ministério Público.

Ela também aponta que o critério de "interprovincialidade" é "inadequado para definir os crimes mais graves que devem ser de competência da Corte Nacional" e, nesse sentido, a Jucil se soma "às solicitações do Ministério Público" e espera que "a especialização dos órgãos territoriais possa aliviar os problemas de algumas áreas e províncias, como o Campo de Gibraltar, Huelva ou Málaga".

Assim, a associação considera "urgente que o Ministério do Interior enfrente o problema do tráfico de drogas de forma estratégica e não com medidas de curto prazo, adaptando a resposta do Estado à capacidade de evolução das organizações criminosas". "O relatório do Ministério Público mostra que o modelo atual é insuficiente e que as máfias se adaptam rapidamente aos reforços específicos", reitera Jucil.

Por outro lado, a Jucil ressalta que "o desaparecimento do OCON-Sul enfraqueceu o mecanismo contra o tráfico de drogas no Campo de Gibraltar e em outras áreas críticas" e, a esse respeito, destaca que essa unidade operacional "foi durante anos uma ferramenta eficaz de coordenação e pressão sobre as redes criminosas, e sua supressão criou um vácuo que agora se reflete na expansão territorial das máfias".

Para a associação da Guarda Civil, "outra medida necessária é a declaração do Campo de Gibraltar e da costa andaluza como uma Zona Especial de Singularidade (ZES), que é fundamental para atrair e manter pessoal qualificado diante da extrema pressão criminosa na área".

Por fim, a Jucil faz alusão a "uma demanda histórica" que é "o reconhecimento da Guarda Civil como uma profissão de alto risco" e, a esse respeito, ressalta que os agentes que "combatem o tráfico de drogas enfrentam organizações violentas todos os dias, armadas com material bélico e prontas para atacar patrulhas e embarcações oficiais", uma tarefa que, como conclui a associação, "exige reconhecimento justo e que o governo continua negando até agora".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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