Publicado 11/03/2026 08:52

'Juana' mostra a violência e o patriarcado do México no Festival de Málaga

Coletiva de imprensa do filme "Juana" no Festival de Málaga
FESTIVAL DE MÁLAGA

MÁLAGA 11 mar. (EUROPA PRESS) - O diretor Daniel Giménez Cacho apresentou nesta quarta-feira “Juana” na 29ª edição do Festival de Málaga, filme que concorre na seção oficial. O conhecido ator mexicano estreia-se como diretor de longas-metragens com este drama de superação e denúncia. “Juana” leva-nos à vida de uma jornalista solitária na Cidade do México que lida com a sua existência monótona trabalhando no jornal Siglo XXI e visitando a sua mãe senil. Durante mais de uma década, Juana dominou a arte de enterrar seus traumas. Tudo isso vai mudar quando um nome a traz de volta, Pedro Núñez, político corrupto e principal suspeito de uma rede de pornografia infantil, e dos assassinatos de Armando, seu namorado, e Joaquín, seu colega. Isso desperta em Juana uma força que ela acreditava ter esquecido. Ela fará tudo o que puder para obter justiça. A coletiva de imprensa no cinema Albéniz contou com a presença do diretor Daniel Giménez Cacho, acompanhado pelas atrizes Diana Sedano e Margarita Sanz, além da roteirista Emma Bertrán. “Estou aprendendo. Porque é o primeiro filme que dirijo. Então eu disse a mim mesmo: para que isso dê certo, será preciso chamar pessoas muito competentes e deixá-las fazer seu trabalho”, reconheceu o ator Daniel Giménez Cacho sobre sua estreia na direção com “Juana”. A colaboração tem sido a estratégia de Daniel Giménez Cacho como diretor: “São as vantagens da colaboração. Chamar pessoas criativas e talentosas que não estão fazendo o que você quer, mas o que elas pensam. Você convoca com certas ideias e então vem a criatividade e a colaboração de todos os outros”. “Há um assunto muito consciente sobre o qual falamos, que é a violência produzida pelo patriarcado. Em casa e socialmente. O patriarcado em casa vivido desde criança e o patriarcado profissional social fora de casa”, comentou sobre o tema do roteiro de Emma Bertrán. “Juana é muitos casos reais, muitas reuniões com jornalistas, e há muitas Juanas por aí”, compartilhou a roteirista do longa-metragem mexicano. “Sempre tivemos muito claro de onde partíamos e onde chegávamos”, acrescentou Emma Bertrán. Como explicou a atriz Diana Sedano, “o roteiro tem a particularidade de não se limitar ao aspecto social das jornalistas no México, mas começa a ir a camadas mais profundas”.

Sobre o processo de trabalho, Sedano indicou que “Daniel orquestrou uma série de encontros com jornalistas no México, o que me serviu muito como porta de entrada”. Além de conhecer melhor certos aspectos de sua personagem, a atriz pôde assim “não solenizar tanto, porque o filme é duro, mas eu tinha muito medo de solenizar demais a personagem pelo excesso de respeito que se tem por ela”.

Diana Sedano quis destacar que pôde trabalhar “livremente” graças à “confiança” do diretor, Daniel Giménez Cacho. Os muitos ensaios que puderam compartilhar também ajudaram. “Todo o filme é o que eu sonhei e mais”, afirmou o ator e diretor, que disse estar “pronto para o próximo”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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