Europa Press/Contacto/Paulina Patimer
MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades australianas acusaram nesta quinta-feira um jovem de 19 anos por supostamente ter ameaçado pela internet o presidente de Israel, Isaac Herzog, que deve chegar à Austrália neste domingo para uma visita de quatro dias após o atentado registrado em dezembro passado durante a festa judaica de Hanukkah em uma praia de Sydney, que deixou pelo menos 15 mortos e chocou todo o país.
A Polícia Federal Australiana (APF, na sigla em inglês) acusou este homem, natural de Newtown, no sul do país, de “um crime de uso de um serviço de transporte para proferir ameaças de morte”, pelo qual terá que comparecer nesta quinta-feira perante o Tribunal Local da Divisão de Fianças de Nova Gales do Sul. Em particular, de acordo com um comunicado da polícia, ele deverá responder por “supostamente proferir ameaças online contra um chefe de Estado estrangeiro e uma pessoa protegida internacionalmente”, um crime que acarreta uma pena máxima de dez anos de prisão.
Sua prisão ocorreu após uma busca em uma residência em Newton realizada na véspera pela AFP e pela Unidade de Investigações de Segurança da Polícia de Nova Gales do Sul, na qual foram apreendidos “um celular e acessórios relacionados a drogas”.
As autoridades abriram a investigação em janeiro passado, após uma “denúncia de ameaças proferidas em uma plataforma de rede social”, acrescentou a AFP, que, embora não tenha identificado o alvo das ameaças, meios de comunicação locais, como o jornal Sydney Morning Herald, apontaram para o chefe de Estado israelense.
A visita de Herzog levou as autoridades australianas a estender as medidas de segurança e as restrições a protestos por 14 dias, conforme confirmado pelo chefe de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, em declarações à rede ABC, alegando o “risco significativo” à segurança dos cidadãos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático