O ex-ministro chama Trump de "imitador de Hitler" e pede que ele seja confrontado "sem medo" e sem se vender "por um prato de lentilhas".
MADRID, 13 fev. (EUROPA PRESS) -
O ex-ministro e ex-presidente do Congresso dos Deputados, o socialista José Bono, pediu a todo o PSOE que apoie o atual chefe do Executivo, Pedro Sánchez, a quem ele definiu como "um homem honesto e um político honesto".
Foi o que ele disse em um evento no Congresso dos Deputados, onde foi apresentado um livro de discursos parlamentares do ex-presidente de Castilla La Mancha, acompanhado de seus sucessores, José María Barreda e Emiliano García Page, e do ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero.
Bono considera que todos os socialistas têm a "obrigação" de defender Sánchez, "porque ele merece", diante dos ataques que ele está recebendo, em referência aos casos judiciais que afetam seu círculo pessoal e político.
COMO ZAPATERO E GONZÁLEZ FORAM DEFENDIDOS
"Como antes, apoiamos Zapatero porque ele merecia, que também foi atacado muito antes, e também com seriedade, todos nos unimos para defender e apoiar Felipe González. Essa é a história deste partido que ninguém deve quebrar, pelo menos em termos de coerência e defesa daqueles que acreditamos serem inocentes", disse ele.
Bono também se lembrou de quando Sánchez era conselheiro do PSOE e participou de conversas na mídia em que ele "o defendeu com unhas e dentes" diante das acusações feitas contra ele na época. Portanto, ele insiste, no momento ele se sente "solidário" com Sánchez, embora não "concorde com ele em tudo".
Na mesma linha, ele também dedicou palavras de apoio à presidente do Congresso, Francina Armengol, que estava sentada ao seu lado durante o evento, ressaltando que ela é uma mulher "honesta" e "decente" que está sofrendo com os "psicopatas" que esperam ganhar votos com "calúnias e mentiras".
UM IMBECIL É UM IMBECIL
Em outro ponto de seu discurso, ele atacou o presidente dos EUA, Donald Trump, a quem considera "um insensível" e "um imitador de Hitler", que produz "grande desprezo" por ele. "Um imbecil é um imbecil, mesmo que seja o presidente de um império", comentou, parafraseando José de Saramago.
Em sua opinião, contra Trump é necessário usar "um discurso emocional" que todos entendam: "Não é uma questão de diplomacia, é uma questão de correr o risco de vencê-lo, de não se submeter", enfatizou. Devemos continuar a lutar e não parar de defender aquilo em que acreditamos. Precisamos perder o medo do medo com que Trump ameaça as pessoas humildes do planeta".
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