Rodrigo Reyes Marin / Zuma Press / Europa Press
MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades russas anunciaram nesta terça-feira a prisão de um jornalista japonês na região de Sakhalin — que abrange a ilha de mesmo nome e o arquipélago das Curilas —, acusado de espionagem para os serviços de inteligência japoneses.
O suspeito, que trabalha para o jornal “Hokkaido Shimbun”, foi colocado em prisão preventiva em Moscou, após ter sido transferido da referida região no leste da Rússia, conforme informou o Serviço Federal de Segurança (FSB) em um comunicado divulgado pela agência de notícias russa Interfax.
“No território da região de Sakhalin, foi frustrada a atividade ilícita de um correspondente credenciado junto ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia (...), cidadão japonês, suspeito de espionagem em benefício de um dos serviços secretos japoneses”, comemorou o órgão.
O homem, cuja identidade não foi revelada, “coletava e armazenava informações relacionadas à capacidade de defesa do país, com o objetivo de transmiti-las a pedido dos serviços de inteligência nacionais para uso contra a segurança da Federação Russa” e foi detido “na véspera de sua saída” do território russo.
As relações entre a Rússia e o Japão sofreram um retrocesso desde que, em agosto passado, o presidente russo, Vladimir Putin, visitou as ilhas Curilas, arquipélago que administrativamente pertence à região russa de Sakhalin e que é objeto de disputa com Tóquio, que o denomina Territórios do Norte.
O Japão adiou por décadas a assinatura de um acordo de paz com a Rússia, na expectativa de recuperar a soberania sobre essas ilhas. Tóquio se baseia no Tratado Bilateral de Comércio e Fronteiras que assinou com Moscou em 7 de fevereiro de 1855, enquanto o Kremlin se apóia nos tratados internacionais assinados ao final da Segunda Guerra Mundial.
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