Publicado 06/06/2026 23:34

Jornalista que estava sob proteção do Estado é assassinado em Cúcuta (Colômbia)

Assassinato do jornalista Cristian Herrera, diretor dos portais de notícias “Cúcuta al Rojo Vivo” e “Cúcuta Real”, em um crime ocorrido na cidade de Cúcuta
UNIDAD NACIONAL DE PROTECCIÓN (UNP)

MADRID 7 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades colombianas condenaram neste sábado o assassinato do jornalista Cristian Herrera, diretor dos portais de notícias “Cúcuta al Rojo Vivo” e “Cúcuta Real”, num crime ocorrido na cidade de Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, enquanto continuam as investigações para esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar os responsáveis.

A Unidade Nacional de Proteção (UNP) expressou seu “profundo pesar” pela morte do jornalista e repudiou o homicídio, ao mesmo tempo em que lembrou que Herrera fazia parte de seu programa de proteção desde 2014 devido aos riscos associados ao seu trabalho jornalístico.

Segundo explicou o órgão, o jornalista estava se deslocando no momento do atentado em um veículo cedido pela entidade. Além disso, precisou que a ausência de escoltas durante o ataque atendeu a um “pedido expresso e voluntário do protegido”.

Após ser ferido, Herrera foi socorrido por familiares e levado a um centro médico, onde finalmente foi confirmada sua morte.

A UNP informou que está coletando informações técnicas e operacionais para apoiar as investigações conduzidas pelas autoridades competentes, com o objetivo de determinar os motivos do crime e estabelecer as responsabilidades correspondentes.

“A Unidade Nacional de Proteção avança na coleta das informações técnicas e operacionais necessárias para colaborar com as autoridades no esclarecimento dos motivos e dos responsáveis por este ato condenável”, destacou a instituição em um comunicado.

Por sua vez, a Delegação do Governo colombiano na Mesa de Diálogos de Paz com o Estado-Maior dos Blocos e da Frente também manifestou sua repulsa ao assassinato do jornalista e transmitiu suas condolências aos familiares do profissional e a toda a classe jornalística.

Em seu comunicado, a delegação destacou a trajetória profissional de Herrera e valorizou seu trabalho jornalístico, bem como sua contribuição para a construção da paz no país.

“Exaltamos sua vida, seu compromisso permanente com a paz e sua busca pela verdade por meio do exercício corajoso da profissão de jornalista”, acrescentou o órgão, que também enviou um “abraço fraterno e solidário” à esposa, à filha e aos demais familiares da vítima.

A morte de Herrera gerou preocupação entre organizações e entidades ligadas à defesa da liberdade de imprensa na Colômbia, um país onde jornalistas e comunicadores continuam enfrentando ameaças e riscos decorrentes do exercício de sua profissão em diferentes regiões do território nacional.

Nesse contexto, a UNP reiterou, por fim, seu “compromisso inabalável com a proteção dos jornalistas e a defesa da liberdade de imprensa”, enquanto as investigações sobre o caso avançam.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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