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ESSEN (ALEMANHA), 19 (DPA/EP)
A jornalista alemã Eva Maria Michelmann, detida em janeiro passado na cidade de Raqqa, no nordeste da Síria, durante uma operação militar, chegou nesta sexta-feira à Alemanha após ter sido libertada pelas autoridades sírias.
Seu irmão, Antonius Michelmann, confirmou em declarações à agência de notícias alemã DPA a libertação da repórter e que ela se encontra bem, dadas as circunstâncias, após tê-la recebido na chegada ao território alemão vinda da Jordânia.
Por sua vez, a repórter yazidi Duzen Tekkal comemorou o anúncio em suas redes sociais, embora tenha manifestado preocupação com Ahmed Polad, jornalista curdo de nacionalidade turca que foi detido junto com Michelmann no último dia 18 de janeiro na referida localidade síria e que ainda permanece preso.
“Agradecemos a todos que apoiaram a causa de Eva Maria Michelmann, mas continuamos preocupados com o paradeiro de Ahmed Polad. O governo provisório sírio comete crimes de guerra ao manter jornalistas presos por meses sem qualquer fundamento jurídico e ao tratar civis como prisioneiros de guerra”, denunciou ela.
Além disso, lamentou que “por um tempo, nem se sabia se eles ainda estavam vivos”, enquanto apenas a “enorme pressão” de familiares e simpatizantes contribuiu para que o caso viesse à tona. Assim, ele afirmou que foi em abril que souberam que “a jornalista de 37 anos, natural de Colônia, estava detida em uma prisão em Aleppo”.
O governo de transição sírio só confirmou a detenção dos dois jornalistas em maio passado. Segundo relatos das autoridades, Michelmann foi presa durante uma operação de invasão a um prédio pertencente a um grupo ligado às Forças Democráticas Sírias (FDS). Após se barricarem no interior do local, todos os presentes foram detidos. Durante a operação, também foram identificadas duas pessoas como estrangeiras.
O Ministério da Informação sírio informou, na ocasião, que a jornalista afirmou inicialmente ser cidadã espanhola e trabalhar para uma organização afiliada à Organização das Nações Unidas, que, após ser consultada, negou ter qualquer funcionário desaparecido na região.
Durante a investigação, constatou-se que se tratava de uma jornalista alemã que não conseguiu apresentar nenhum documento que comprovasse sua atividade profissional. Além disso, o ministério afirmou que tanto Michelmann quanto seu acompanhante tentaram fugir, conforme registrado pelas câmeras de vigilância.
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