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MADRID 24 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Peru, José Jerí, abriu as portas neste domingo para uma intervenção direta na embaixada mexicana em Lima para prender o ex-primeiro-ministro Bettsy Chávez, acusado de ser coautor da tentativa de golpe de Estado do ex-presidente Pedro Castillo no final de 2022, e contra quem a Suprema Corte emitiu uma prisão preventiva de cinco meses e um mandado de busca e apreensão.
Se ela tiver que entrar na embaixada mexicana, ela o fará", respondeu em uma entrevista ao jornal peruano "El Comercio" à pergunta sobre se ela replicaria as ações do Equador quando, em 2024, invadiu a embaixada mexicana para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.
Quando Lima soube da presença de Chávez na legação, há menos de três semanas, o ministro das Relações Exteriores do Peru, Hugo de Zela, foi questionado sobre a mesma ideia, ao que ele garantiu que não havia essa possibilidade porque "o Peru é um país que respeita o direito internacional".
No entanto, Jerí, que reconheceu que ainda não havia "meditado" com o primeiro-ministro e o gabinete sobre o que fazer, disse que há um mandato judicial", seguindo a ordem emitida na sexta-feira pela Suprema Corte, e que ele está "aberto a todos os tipos de possibilidades". "Não estou me limitando", acrescentou, antes de garantir que as forças peruanas entrariam na embaixada se fosse necessário.
Nesse sentido, ele afirmou que, de acordo com as informações tratadas pelo Executivo, a ex-primeira-ministra ainda está na legação e que "o México sabe que, se Betssy Chávez deixar a embaixada, ela será capturada imediatamente". "Também sabe que há policiais peruanos do lado de fora e que isso é visível", destacou.
Da mesma forma, também de acordo com as explicações de De Zela na quarta-feira, que disse que o governo havia decidido "adiar" a decisão de conceder ou não o salvo-conduto à ex-primeira-ministra, o líder peruano disse que levaria algum tempo para tomar uma posição. No entanto, ele considerou que "um princípio foi distorcido" e que as autoridades peruanas devem mostrar seu "desconforto como país pelo uso indevido de asilo político" no caso de Chávez.
O presidente peruano lamentou que as relações exteriores de seu país "tenham sido muito inconstantes devido à interferência excessiva" de outros, e negou temer a reação da esquerda latino-americana se a embaixada mexicana fosse autorizada a entrar, especialmente após o anúncio na sexta-feira de que a Colômbia retiraria sua própria legação se isso acontecesse, de acordo com o presidente colombiano, Gustavo Petro. "Para palavras tolas, ouvidos surdos", respondeu Jerí.
Enquanto isso, Chávez permanece em asilo na embaixada mexicana em Lima. O Ministério Público havia solicitado uma sentença de 25 anos de prisão para ela, além de sua inabilitação para exercer cargos públicos por dois anos e meio, acusando-a de suposta coautoria no crime de rebelião contra o Estado, no contexto da tentativa de golpe de Estado atribuída ao então presidente Pedro Castillo.
Este último, por sua vez, está detido depois de anunciar, em 7 de dezembro de 2022, a dissolução do Congresso e o estabelecimento de um governo de emergência. Seu decreto, que não recebeu nenhum apoio, acabou levando o Parlamento a apoiar uma moção de censura contra ele.
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