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MADRID, 17 nov. (EUROPA PRESS) -
A vencedora do primeiro turno das eleições presidenciais chilenas, a ex-ministra Jeannete Jara, acenou para os candidatos que não passaram para o último turno com a possibilidade de que eles apoiem seu oponente em 14 de dezembro, o candidato de extrema direita José Antonio Kast.
"A propósito, estive analisando as propostas dos outros candidatos. Quero lhe dizer agora que valorizo profundamente a proposta de reembolso do IVA sobre medicamentos, que está no programa de Franco Parisi", declarou ele, fazendo alusão ao candidato do Partido Popular, que ficou em terceiro lugar e disse que não daria "um cheque em branco" a nenhum dos políticos que chegaram ao segundo turno.
A candidata da coalizão governista de esquerda, que obteve 26,7% dos votos, declarou que levaria em consideração "a redução do tempo de espera pelo tratamento do câncer", citando Evelyn Matthei, da coalizão Chile Grande y Unido, que disse que apoiaria Kast e pediu aos seus eleitores que fizessem o mesmo, enfatizando que "é extremamente importante que esse governo não continue no poder".
Jara enviou uma saudação especial à candidata conservadora, que ficou em quarto lugar, porque ela foi "vítima de uma campanha horrível, que se baseou na instalação de mentiras, no descrédito dela". "Essas coisas não podem ser permitidas na política", disse ela.
Em sua primeira aparição após saber de sua vitória nesse turno das eleições, ele garantiu "além disso, (que) vamos recuperar 400 bairros vulneráveis, conforme proposto por Marco Enríquez-Ominami, e os centros de arte do Prof. (Eduardo) Artés", em alusão a esses dois candidatos independentes que obtiveram 1,18% e 0,06% dos votos, respectivamente.
Ele destacou que essas são apenas "algumas das propostas que estiveram no debate público" e considerou que "essas ideias deveriam estar na proposta de governo de quem for eleito presidente". "Não importa quem seja eleito presidente no segundo turno, mas elas devem ser adotadas por esse presidente", acrescentou.
"A democracia em nosso país deve ser cuidada e valorizada, e levamos muito tempo para recuperá-la para que hoje ela seja colocada em risco", alertou, em um discurso no qual enviou um "abraço fraterno" a todos os eleitores.
Seu rival pediu a união entre a direita e a extrema-direita depois de receber o apoio público de Matthei e Johannes Kaiser, do Partido Nacional Libertário, afirmando que "o que nos une aqui é o bem do Chile".
"E para alcançar o bem do Chile e sair da crise em que nos encontramos, tanto na segurança econômica quanto nas áreas sociais que todos conhecemos, a unidade é fundamental", disse José Antonio Kast, em discurso divulgado pelo canal de televisão 13 TV.
O candidato do Partido Republicano, que obteve cerca de 24% dos votos, disse que "ainda temos um mês para continuar trabalhando" e, nesse sentido, afirmou ter "certeza (de que) trabalhando em unidade, com as diferentes equipes, com as pessoas que representam as mesmas correntes de direita e centro-direita, podemos recuperar e reconstruir nosso país".
"O Chile é mais importante do que os partidos, é mais importante do que as diferentes pessoas que apresentaram essas propostas. Podemos ter tido diferenças, e na vida há diferenças até mesmo dentro do mesmo setor, mas essas diferenças não têm comparação com o que vemos à frente. O que precisamos evitar é a continuidade de um governo muito ruim, talvez o pior governo que podemos lembrar na história democrática do Chile", acrescentou.
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