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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades japonesas rejeitaram nesta quinta-feira um relatório da inteligência dos Estados Unidos que aponta para uma mudança significativa na postura de Tóquio sobre uma possível intervenção militar japonesa caso a China ataque Taiwan, o que sugere uma crescente divergência entre os países aliados.
O porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, destacou que “primeiro é preciso avaliar o que constitui uma situação de ameaça à sobrevivência, levando em conta todas as informações disponíveis”. “A ideia de que houve uma mudança significativa na política japonesa não é precisa”, esclareceu.
Assim, ele ressaltou durante uma coletiva de imprensa que as palavras da primeira-ministra, Sanae Takaichi, sobre o assunto, respondem a uma reflexão sobre “qual poderia ser o pior cenário” e “não representam um desvio da política anterior do governo”, segundo informações coletadas pelo jornal ‘The Japan Times’.
Os comentários de Takaichi sobre a situação de Taiwan provocaram um colapso nas relações entre o Japão e os Estados Unidos e suscitaram polêmica, também na China, o que aumentou a pressão sobre Tóquio, ao considerar que esse tipo de declaração poderia servir às forças independentistas da ilha para impulsionar a secessão.
O relatório norte-americano foi publicado horas antes de a própria Takaichi se reunir na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua visita a Washington. “Seus comentários representam uma mudança significativa para uma primeira-ministra japonesa em exercício”, afirma o texto.
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