Rodrigo Reyes Marin/ZUMA Press W / DPA - Arquivo
Denuncia, por outro lado, o comportamento militar “preocupante” de Pequim e Moscou
MADRID, 21 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Japão rejeitaram nesta quinta-feira as críticas feitas pela China e pela Rússia sobre a guinada militar de Tóquio após a chegada ao poder da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmando que se trata de ataques “infundados” e que o que é realmente preocupante é a atividade militar de Pequim.
Em declarações coletadas pela agência Kyodo, o porta-voz do governo, Masanao Ozaki, garantiu que as críticas contra o Japão por sua “remilitarização” são “totalmente infundadas”, após as críticas conjuntas da Rússia e da China durante a cúpula entre Xi Jinping e Vladimir Putin em Pequim.
Nesse sentido, ele instou a China e a Rússia a “mudarem seu comportamento”, antes de insistir que as atividades militares chinesas ou a invasão russa da Ucrânia são “motivo de séria preocupação para a comunidade internacional”.
“O Japão tem defendido constantemente os valores da liberdade, da democracia e do Estado de Direito desde o fim da Segunda Guerra Mundial e tem contribuído para a prosperidade não apenas da Ásia, mas também do mundo”, destacou Ozaki, ao mesmo tempo em que garantiu que a política japonesa é “exclusivamente voltada para a defesa” do país e não sofreu alterações.
Em seu encontro bilateral, Xi e Putin criticaram o Japão pelo que consideram seu “atual rumo em direção a uma remilitarização acelerada”, após apontar Tóquio como “uma séria ameaça” à paz e à estabilidade regionais. A declaração conjunta da Rússia e da China após a cúpula aponta que ambas as nações desconfiam das “provocações extremas” das forças de direita japonesas, entre elas as tentativas de revisar os três princípios não nucleares do país, que proíbem Tóquio de possuir, produzir ou permitir a introdução de armas nucleares.
A questão da militarização do Japão tem sido motivo de atrito entre Tóquio e Pequim, especialmente depois que o governo de Takaichi recentemente autorizou a revisão dos limites estabelecidos pela legislação para as exportações de materiais destinados à defesa, o que abre as portas para a possível venda de armas a terceiros pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
Essas mudanças marcam uma virada significativa na formulação da política governamental em matéria de defesa em um país cujas forças só podem operar para realizar ações defensivas e que buscam reforçar a indústria militar, considerando que o país enfrenta o pior ambiente de segurança desde a Segunda Guerra Mundial.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático