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MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, prometeu nesta terça-feira tomar medidas para evitar a repetição do acidente nuclear ocorrido em 11 de março de 2011 na prefeitura de Fukushima, a prefeitura mais afetada pelo terremoto e tsunami ocorridos naquele dia.
"Não podemos permitir que a amarga experiência seja esquecida. Ela deve ser transmitida às gerações futuras", disse ele durante uma cerimônia que marcou o 14º aniversário do forte terremoto de 9 graus na escala Richter, que deixou mais de 18.000 mortos e desaparecidos e causou o pior desastre nuclear da história do país.
Ishiba disse que foi a experiência do "Grande Terremoto", como é conhecido no Japão, que ajudou a lidar com terremotos como o de Noto em 2024, bem como com outros desastres naturais que ocorreram na sequência. "Desenvolveremos medidas para tornar o Japão mais resistente a esses eventos", disse ele.
Ele expressou suas condolências aos afetados, às vítimas e às suas famílias, lembrando que cerca de 27.000 pessoas ainda estão desabrigadas, de acordo com o The Japan Times. A grande maioria dos mortos morreu por afogamento.
As autoridades, que alertaram que 2.500 pessoas ainda estão desaparecidas, fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas do terremoto e do tsunami durante a cerimônia, realizada na cidade de Fukushima. "O terremoto e o desastre nuclear atingiram nossas vidas pacíficas", disse Hideko Otake, porta-voz das famílias das vítimas.
Do número total de desaparecidos, 19.673 são de Fukushima, 846 da prefeitura de Miyagi e 529 de Iwate, de acordo com dados do governo japonês.
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