Publicado 11/03/2026 09:17

Japão, diante do debate sobre o impulso à energia nuclear no aniversário do acidente de Fukushima

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de tanques que armazenam águas residuais radioativas contaminadas na central nuclear de Fukushima, Japão
XINHUA / XINHUA NEWS / CONTACTOPHOTO - Arquivo

A primeira-ministra promete “aprender com os erros” e anuncia a criação de um centro para a gestão de desastres

MADRID, 11 mar. (EUROPA PRESS) - A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, prometeu nesta quarta-feira “aprender com os erros” decorrentes do desastre nuclear ocorrido em 11 de março de 2011 na província de Fukushima, uma das mais afetadas pelo terremoto e pelo subsequente tsunami que atingiu a costa japonesa.

Apesar de seu governo apostar na aceleração do uso da energia nuclear e na retomada do funcionamento de vários dos reatores do país, Takaichi participou da cerimônia de comemoração do 15º aniversário do acidente nuclear e esclareceu que aquela tragédia “tirou a vida de muitas pessoas”.

“Vamos garantir que as lições aprendidas com esses imensos sacrifícios sirvam para algo e não sejam esquecidas. Queremos que elas sejam transmitidas às futuras gerações”, afirmou a política ultraconservadora durante o evento em memória das vítimas do forte terremoto de magnitude 9 na escala Richter, que deixou mais de 18.000 mortos e desaparecidos e provocou o pior desastre nuclear da história do país asiático.

Takaichi afirmou que, “aproveitando a experiência adquirida após o terremoto e o tsunami, o governo acelerará os preparativos contra desastres naturais em grande escala”. Para isso, será estabelecido um centro de comando responsável por todas as questões relacionadas a desastres, “desde a preparação até a prevenção e a reconstrução”, de acordo com informações do jornal The Japan Times. Apesar de já terem se passado 15 anos, as autoridades continuam considerando mais de 2.500 pessoas desaparecidas em seis prefeituras do país, enquanto familiares e amigos continuam tentando localizá-las. Assim, os presentes fizeram um minuto de silêncio às 15h46 (hora em que ocorreu o terremoto). Do total de desaparecidos, 19.673 são de Fukushima, 846 da província de Miyagi e 529 de Iwate, conforme dados do governo japonês.

Takaichi enfatizou que todas as medidas necessárias serão tomadas para “alcançar a recuperação completa da região nos próximos cinco anos”. O evento deixou mais de um milhão de casas danificadas ou destruídas, além de escolas e outras infraestruturas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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