Publicado 18/02/2025 13:31

O Japo descarta a participao na próxima cúpula do Tratado sobre a Proibio de Armas Nucleares (NPT).

Archivo - Arquivo - Ministro das Relaes Exteriores do Japo, Takeshi Iwaya.
Europa Press/Contacto/Ukraine Presidency/Ukrainian

MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -

O governo do Japo descartou a possibilidade de participar da próxima cúpula do Tratado sobre a Proibio de Armas Nucleares, prevista para maro, apesar das críticas ao país, o único no mundo que sofreu bombardeios atmicos.

O ministro das Relaes Exteriores do Japo, Takeshi Iwaya, disse em uma coletiva de imprensa que Tóquio no participará da reunio, que reunirá os signatários do acordo em Nova York, apesar da insistncia dos sobreviventes dos ataques norte-americanos a Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial.

Nesse sentido, ele defendeu o acordo de "conteno nuclear" de Tóquio com os Estados Unidos, uma aliana "essencial para defender a nao", conforme enfatizou ao anunciar que no participaria da reunio de cinco dias organizada pela ONU.

O ministro aproveitou a oportunidade para lembrar o perigo crescente que o país enfrenta, especialmente diante do aumento das tenses com a China, a Coreia do Norte e a Rússia, e enfatizou que "esse é um problema de segurana complicado".

"Participar dessa reunio poderia enviar a mensagem errada e constituir um agravante para a segurana nacional", disse ele, de acordo com a agncia de notícias Kiodo.

O Japo, que no faz parte do tratado, tem estado sob a proteo do guarda-chuva nuclear dos EUA desde o período pós-guerra e também no compareceu s reunies anteriores em 2022 e 2023. Essa terceira reunio está programada para ocorrer por ocasio do 80 aniversário do bombardeio atmico em agosto.

Itawa também disse que o governo enfatizou que a participao nesses eventos no garante "eficácia". "Temos que encarar a realidade de que estamos enfrentando uma corrida armamentista", disse ele, acrescentando que o tratado é "incompatível" com o conceito de "conteno nuclear" e "dificilmente obterá o consentimento dos Estados que possuem tais armas".

Ele disse que o Tratado de No Proliferao Nuclear - que reconhece apenas o Reino Unido, a China, a Frana, a Rússia e os Estados Unidos como países detentores de armas nucleares - é a "única maneira universal de alcanar o desarmamento".

O primeiro-ministro japons, Shigeru Ishiba, prometeu trabalhar por "um mundo sem armas nucleares", como fizeram alguns de seus antecessores, especialmente depois que a organizao Nihon Hidankyo - fundada por sobreviventes da bomba atmica - ganhou o Prmio Nobel da Paz de 2024.

Shigemitsu Tanaka, sobrevivente do bombardeio atmico de Nagasaki e copresidente da ONG, alertou no ms passado, em entrevista Europa Press, que o mundo está enfrentando a "crise nuclear mais iminente da história", especialmente devido falta de comunicao entre os principais blocos políticos e ao aumento dos conflitos internacionais.

Ele pediu que o governo japons parasse de minimizar o efeito da radiao e ratificasse o pacto "o mais rápido possível", a fim de avanar em direo a um mundo "livre de armas nucleares".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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