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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
As autoridades japonesas descartaram nesta quinta-feira o fornecimento de equipamentos letais à Ucrânia no contexto da invasão russa do território, uma posição que surge logo após o anúncio de uma mudança em sua política de exportações, o que permitirá agora a Tóquio vender armamentos a países terceiros.
A Embaixada japonesa na Rússia dissipou assim as dúvidas das autoridades russas e garantiu que não existe tal possibilidade no momento. “Nosso país não forneceu até o momento equipamentos letais ou destrutivos à Ucrânia e, atualmente, não contempla a possibilidade de transferir tal material”, afirmou a representação diplomática em um comunicado.
Assim, indicou que o Japão não possui nenhum acordo desse tipo com o governo ucraniano, pelo que não está previsto o envio de equipamentos ou de elementos tecnológicos na área de defesa. “Kiev não pode receber esse tipo de material da nossa parte”, esclareceu.
Na terça-feira, o governo do Japão autorizou a revisão dos limites estabelecidos pela legislação para as exportações de materiais destinados à defesa, o que abre as portas para a possível venda de armas a terceiros pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
As medidas, impulsionadas pelo governo ultraconservador da primeira-ministra, Sanae Takaichi, buscam fortalecer a indústria do país nesse sentido, considerando que o país enfrenta o pior ambiente de segurança desde a referida guerra. A própria Takaichi afirmou nas redes sociais que “nenhum país pode salvaguardar sua própria paz e segurança sozinho”, o que torna necessário “ter aliados para se apoiar em diversas áreas”.
A revisão dos princípios que regulam essa exportação de armas limita esses envios a cinco categorias específicas de materiais: os relacionados a tarefas de resgate, transporte, alerta, vigilância e remoção de minas.
No entanto, essas exportações só poderão ser realizadas para países com os quais o Japão mantenha acordos de cooperação em matéria de defesa, e os envios para países em conflito não estão incluídos, embora possam ser avaliadas exceções que levem em consideração as necessidades do Japão em matéria de segurança e as operações militares americanas na região do Indo-Pacífico.
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